segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Top 6 - Personagens assustadores

A ideia era citar seis personagens do cinema que acho assustadores, mas quando percebi que tinha filmes baseados em Stephen King na lista, mudei o foco para Personagens assustadores de adaptações baseadas em Stephen King




01) Mrs. Carmody (Marcia Gay Harden), de O Nevoeiro (2007, dir. Frank Darabont)
Mais assustadora do que as misteriosas criaturas que infestam a cidade, a personagem é uma fanática religiosa que conseguiu me meter muito medo graças a interpretação de Marcia Gay Harden.
02) Gage Creed (Miko Hughes), de Cemitério Maldito (1989, dir. Mary Lambert)
Da mente obscura de Stephen King brotou a ideia de fazer com que o amor incondicional de um pai o fizesse enterrar o filho num "cemitério maldito". E deu no que deu.


03) Annie Wilkes (Kathy Bates), de Louca Obsessão (1990, dir. Rob Reiner)
O sorriso largo e o jeitão simpático ocultam a personalidade psicótica de uma enfermeira fanática... não por religião, mas por uma série de livros de Paul Sheldon. E bota fanatismo nisso!



04) Margaret White (Piper Laurie), de Carrie, A Estranha (1976, dir. Brian DePalma)
A maior culpada pela série de assassinatos terríveis que aconteceram durante o baile de formatura foi a mãe de Carrie, outra fanática religiosa horripilante.


05) Kurt Dussander (Ian McKellen), de O Aprendiz (1998, dir. Bryan Singer)
Um velho solitário que passa a ser a obsessão de um garoto curioso que se acha esperto o bastante para se sair vitorioso em um jogo psicológico. Mas o passado nazista de Dussander só lhe dá vantagem.
06) Danny Torrance (Danny Lloyd), de O Iluminado  (1980, dir. Stanley Kubrick)
Um menino que conversa com o dedo indicador e sai falando "redrum" pelo quarto com uma faca na mão. Por isso o pai enlouqueceu!

sábado, 29 de outubro de 2011

Comédia 097 - Amar... Não Tem Preço

Ficha técnica
Título original: Hors de Prix. Ano: 2006. País: França. Direção: Pierre Salvadori. Com Audrey Tautou, Gad Elmaleh, Marie-Christine Adam, Vernon Dobtcheff, Jacques Spiesser. 106 min - Colorido.

O filme
Audrey Tautou consegue se desvencilhar da adorável Amélie Poulain nesta charmosa comédia romântica que não dispensa uma dose de malícia. O grande destaque, porém, vai para o comediante Gad Elmaleh, um sujeito que consegue ser engraçado com uma naturalidade incrível. A história traz uma golpista que se envolve com homens ricos - na maior parte das vezes bem mais velhos do que ela - para conseguir mimos como viagens caras, joias e roupas de grife. Mas quando se envolve "acidentalmente" com um barman, coloca em risco seus planos de vida fácil.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Promessa

No ônibus, duas amigas conversam:
- Faz seis meses que eu não como pizza.
- Seis meses?
- É, e não como pizza nem tomo coca cola.
- As duas melhores coisas que existem!
- E ainda tem mais seis meses. 

No mesmo momento, pensei "só pode ser promessa". E não deu outra: em seguida, a mulher falou com a amiga que esse "sacrifício" teria que valer a pena para o que ela pediu se realizar. Como o trânsito estava lento, segundos depois essa mesma mulher leu um cartaz colado no poste que dizia algo como "blindagem no amor".
- Olha lá, promete blindar o amor.
- E aqueles que prometem amarração? - debochou a amiga. E as duas riram das bobagens de pai de santo, sem se tocar de que ficar um ano sem comer pizza e beber coca cola só poderia resultar em uma coisa: perder uns quilinhos.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Notas cinematográficas

127 Horas: Depois das críticas que li sobre este filme do diretor Danny Boyle, nem criei muita expectativa. E mais: adiei assisti-lo quando soube da tal cena do braço sendo amputado com um canivete. Fora essa parte (durante a qual fechei os olhos), é apenas bom. A narrativa é um pouco confusa, fica parecendo que diretor e roteirista não conseguiram encontrar um meio eficiente para contar uma história incrível.

Não me abandone jamais: Drama de ficção que quase sufoca o espectador. Imagine uma história na qual clones de seres humanos são criados para servirem de doadores de órgão - como se fossem criaturas sem alma que não merecessem ter a própria vida. A dinâmica entre os personagens centrais consegue dar mais dramaticidade à história, ainda mais se levar em conta o talentoso trio de atores (Carey Mulligan, Keira Knightley e Andrew Garfield).

A criança da meia noite: Películas que focam em crianças com doenças incuráveis são aposta certa de melodrama e choro. Aqui, porém, a diretora e roteirista Delphine Gleize evita mostrar apenas a luta pela vida para retratar a relação entre o paciente, um garoto com uma doença rara de pele que o impede de se expor aos raios UV, e seu médico dermatologista.

Preciosa: Último filme indicado ao Oscar 2010 a que assisti. Traz uma história que provocou-me o engasgo semelhante de Bem-vindo à casa de bonecas, com a diferença de que o segundo chega até a ser engraçado. Finalmente entendi porque Mo'Nique levou dezenas de prêmios pela sua atuação como a mãe da protagonista.

Plata Quemada: Leonardo Sbaraglia e Eduardo Noriega brilham neste longa argentino baseado em fatos reais, cujo pano de fundo é um assalto e seus desdobramentos (nota: os protagonistas são lindos de doer). É um filme suspreendente - apesar de ter momentos mais lentos, estes são recompensados pela trama, pelo ótimo roteiro e pelo final espetacular.

A voz do coração: Sabe aquele filme feito para o espectador se emocionar com a história de crianças incompreendidas que só precisavam de apoio para superar as adversidades e descobrir o talento em si mesmas? Bem, ele pode ser A voz do coração, película francesa que não traz nada de novo sobre o tema, mas que pode fazer alguns se emocionarem.

Brothers: Depois de saber que Entre irmãos é um remake norte-americano deste drama dinamarquês, fiquei curiosa para conferir o original. Apesar de gostar muito do Jim Sheridan e da atuação do Tobey Maguire, este é melhor, principalmente pelo elenco mais maduro e convincente - vai me dizer que a Connie Nielsen não dá um show na pobrezinha da Natalie Portman?

Os sapatinhos vermelhos: Uma bailarina em busca da perfeição, um diretor obcecado. Seis décadas antes de Cisne Negro, Michael Powell e Emeric Pressburger dirigiram este estonteante drama musical - e o melhor, com uma bailarina de verdade que não precisou de dublês ou efeitos visuais. Obrigatório para fãs de balé e de coreografia.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Desafio musical - parte 7

031) Uma música com título complicado: Julie Andrews, Supercalifragilisticexpialidocious
Para ser sincera, nem lembro do filme (vi quando era muito criança), mas eita nomezinho de música difícil de decorar!

032) Uma música que você considera longa: Underworld, Born Slippy
Eu poderia citar algum rock progressivo, mas daria muito trabalho pesquisar o nome de alguma só para colocar aqui. Então, eis um dos temas de Trainspotting, uma música eletrônica de quase 10 minutos. Longa, não?

033) Uma música que você considera clássica: Louis Armstrong, What a Wonderful World
Parece que quanto mais fácil é o item do desafio musical, mais difícil é escolher a música. E que tal a mais memorável canção gravada pelo clássico por natureza Louis Armstrong?

034) Uma música que te faz sorrir: KT Tunstall, Suddenly I See
A KT Tunstall já uma fofa por si só, mas ouvi-la cantando essa música tão bonitinha me faz sorrir - além de querer dublá-la.

035) Uma música que faz críticas: Caetano Veloso, É Proibido Proibir
Muitas canções compostas durante o período da ditadura caberiam aqui, mas vamos botar o filho da Dona Canô neste item. 

domingo, 23 de outubro de 2011

Da série...

... Ô lá em casa (em dose tripla!)
Jesse Eisenberg, Andrew Garfield e Armie Hammer

sábado, 22 de outubro de 2011

Comédia 096 - O Professor Aloprado

Ficha técnica
Título original: The Nutty Professor. Ano: 1963. País: Estados Unidos. Direção: Jerry Lewis. Com Jerry Lewis, Stella Stevens, Del Moore, Kathleen Freeman, Med Flory. 107 min - Colorido.

O filme
Comédia mais famosa da filmografia de Jerry Lewis, O Professor Aloprado é uma espécie de O Médico e o Monstro pastelão. A história do sujeito desajeitado que toma uma poção para se tornar um bon vivant conquistador de mulheres diverte até hoje com sua adorável ingenuidade - ainda mais se levarmos em consideração o remake protagonizado por Eddie Murphy, que adapta a trama para um humor quase extremo, visando agradar uma nova geração desacostumada às gags visuais de Lewis.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O último/ A última...

... filme visto: Preciosa
... filme visto no cinema: A criança da meia noite
... episódio de série visto: The Walking Dead, What Lies Ahead (S02E01)
... música ouvida: Mumford & Sons, Dust Bowl Dance
... álbum ouvido: The Avett Brothers, I and Love and You
... leitura: Conversas com Woody Allen, de Eric Lax (estou quase na metade)
... homem dos sonhos: Michael Fassbender (porque eu sonhei com ele. Awn!)
... viagem: Assis - SP (a trabalho)
... aventura culinária na cozinha: quiche de espinafre com ricota e tomate sweet grape
... cerveja degustada: Eisenbahn Weiss

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Desafio musical - parte 6

026) Uma música que te lembre sua família: Pato Fu, Canção para você viver mais
Evito repetir bandas e artistas aqui, mas essa tinha que entrar neste item. Sem justificativas, a letra fala por si.



027) Uma música que te dá medo: James Newton Howard, Signs Theme
Essa música funciona até mesmo sem o filme (Sinais, de M. Night Shyamalan). Ela é claramente inspirada no tema de Psicose, composto por Bernard Herrmann, mas como não foi tão explorada, me dá mais medo.



028) Uma música cuja melodia você acha bonita: J. S. Bach, Concerto for Harpsichord in F minor, BWV 1056
Não é para parecer culta que escolhi esta composição de Bach: é que como no item anterior lembrei de um tema de filme, esta música que toca em Hannah e suas irmãs, do Woody Allen, acabou vindo à minha memória devido também à sua melodia incrivelmente bonita.



029) Uma música que te lembra sexo: Chris Isaak, Wicked Games
É claro que pensar no clipe colaborou muito com a escolha dessa música.



030) Uma música que tenha um número no título: Capital Inicial, 1999
Uma coisa que poucos sabem: já fui fã de Capital Inicial, na época do colegial, e fui até a um show deles. Gostava bastante dessa música.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Por milhares de dólares a mais

Estava lembrando de um fato que aconteceu há quase dez anos, mais precisamente em 2002. Gisele Bündchen, que já era a top model número um do mundo, tinha uma conta bancária bem recheada e liberdade para escolher as grifes para as quais desfilaria e/ou emprestaria a imagem. Eis que a marca Blackglama ofereceu US$ 500 mil e mais dois casacos caríssimos para que a moça estrelasse uma campanha glamourosa. Como se precisasse muito do dinheiro (vai ver ela precisava mesmo, vai saber), a modelo aceitou e participou das fotos da campanha publicitária. 
Para entender melhor a matéria prima utilizada pela Blackglama, saiba que eles abatem milhares de mamíferos de uma espécie ameaçada em extinção conhecida no Brasil como marta (mink), dos quais retiram a pele coberta de pelos negros. Porém, se grande parte dos milionários acredita que o dinheiro compra definitivamente qualquer coisa (eles exploram seres humanos para se manter onde estão, então o que os impediria de torturar e matar uma dúzia de animais para ostentar seu glamour?), existem pessoas engajadas em defender os direitos daqueles que não podem se expressar e dependem não de bondade, mas de uma boa dose de bom senso e ousadia - é aí que se encaixa o Peta (em português, Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais)  
Voltando à tal da Gisele: eis que lá estava ela, desfilando de lingerie Victoria's Secret, quando algumas ativistas subiram na passarela segurando cartazes com os dizeres "Gisele: escória das peles". Nos dias que se seguiram, a imprensa brasileira deu destaque ao fato, mostrando a modelo fazendo um mea culpa do tipo "eu só estava fazendo meu trabalho [para a Blackglama]" e "elas [as ativistas] não tinham o direito de protestar no meio do desfile de uma marca que nada tinha a ver". Seja como for, representantes do Peta foram muito corajosas e ousadas para chamar a atenção para uma causa muito mais importante do que calcinhas e sutiãs de gosto duvidoso (sim, acho Victoria's Secret cafona).
Não preciso nem dizer que muitos brasileiros deram razão para Gisele. Afinal, é normal fazer qualquer coisa por dinheiro por aqui - não que somente aqui se faça isso. Alguns anos depois, tenho que aturar a ridícula da Gisele com aquela fala mole alertando sobre a importância de preservar a natureza, salvar os animais e as florestas. Depois de embolsar 500 mil dólares, é fácil vir com esse discurso "faça o que eu digo, não faça o que eu faço/fiz". Só fico tentando imaginar o que ela fez com os dois casacos que ganhou da Blackglama. 
Curiosidade: No site da Blackglama tem os ícones que ajudaram a divulgar a grife (veja aqui). É claro que a Gisele não foi a única personalidade de peso a vestir os casacos. Decepcionei-me por saber que Audrey Hepburn, Lauren Bacall, Catherine Deneuve e Shirley MacLaine tenham ajudado a sustentar esse absurdo, e me surpreendi ao ver a própria Brigitte Bardot posando com um casaco (para quem não sabe, ele é uma das principais defensoras dos direitos dos animais da atualidade). Até tento entender que há 30 anos (e mais) não houvesse essa conscientização que temos hoje do que é feito para produzir um casaco de pele e as alternativas sustentáveis disponibilizadas para nos proteger do frio de maneira elegante e bonita. Mas agora é mirar no presente e no futuro e manter o olhar crítico contra essas pessoas que fazem tudo por dinheiro. Literalmente.

Gisele não é a única culpada, mas... que vergonha!