... filme visto: Nascido em 4 de Julho
... filme visto no cinema: Gainsbourg
... série pela qual fiquei viciada: Parks and Recreation
... episódio de série visto: Sin Say Shun Awards Afterparty (S01E05), de Party Down
... álbum escutado: Attack & Release, do The Black Keys
... cover publicado no 1001 Covers: Cake - Perhaps, perhaps, perhaps
... livro que comecei a ler: Por quem os sinos dobram, do Ernest Hemingway
... música escutada: Strange Times, do The Black Keys
... aventura culinária na cozinha: berinjela-pizza (eu que inventei - acho)
... cerveja comprada: Guinness (está guardada)
sábado, 23 de julho de 2011
terça-feira, 19 de julho de 2011
O imperfeito perfeito
Sou fã da hilária série Parks and Recreation desde o começo, mas admito que ela melhorou bastante com a entrada de Ben Wyatt (Adam Scott) e Chris Traeger (Rob Lowe), principalmente o primeiro. Com isso, Mark Brendanawicz (Paul Schneider) teve de sair - apesar de gostar muito do ator, reconheço que o personagem dele sempre foi, de longe, o mais fraco.
Ben Wyatt é quase um Mark Darcy das séries de TV: num primeiro momento, é apático e chato; depois, você se apaixona por ele. Além disso, ele é todo certinho e responsável e fica meio nervoso quando está perto do seu interesse amoroso, Leslie Knope (Amy Poehler). Outra semelhança com O Diário de Bridget Jones? Leslie é uma balzaquiana loira que detesta Ben à primeira vista (compreensível, já que ele é o novato que chegou à cidadezinha de Pawnee com a missão de diminuir as dívidas do lugar - cortes no orçamento, demissão de funcionários...). Com o tempo ela (e a espectadora atenta) percebe que, apesar de tudo, Ben é um bom rapaz: competente, esforçado, educado, inteligente e cute. Ah, assim como Mark Darcy, ele também tem um segredo do passado.
Os melhores momentos da dupla são aqueles nos quais rola muita tensão sexual: eles trabalham numa repartição pública onde uma das principais regras é não se envolver com o colega de trabalho. E como ambos gostam muito do que fazem, melhor evitar qualquer tipo de coisa que resulte em problemas.
Os melhores momentos da dupla são aqueles nos quais rola muita tensão sexual: eles trabalham numa repartição pública onde uma das principais regras é não se envolver com o colega de trabalho. E como ambos gostam muito do que fazem, melhor evitar qualquer tipo de coisa que resulte em problemas.
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| Cadê o extintor? |
Ben: Eu sei que Pawnee é uma cidade muito especial. Eu... adoro viver nela. E eu aguardo com ansiedade os momentos do dia quando posso passar tempo com a cidade... e conversar com a cidade. E a cidade tem um lindo cabelo loiro também e já leu um número chocante de biografias de políticos para uma cidade, algo que eu gosto.
Leslie: Oh Deus...
Ben: Desculpe-me. Eu sei que podemos criar problemas, mas eu não aguento mais e acho que deveríamos ao menos conversar sobre isso. Quero dizer, não é só eu, certo?
Leslie: Não, não é só você.
Como não se derreter quando alguém admite que quer morar na sua cidade só para ficar perto de você? Os roteiristas de Parks and Recreation estão pegando pesado na fofura do Ben! Sobre o ator: eu tinha visto alguns filmes com o Adam Scott (Quase Irmãos, Casa Comigo? e Ligeiramente Grávidos) e não achava graça nele. Até o Ben Wyatt aparecer!
Ben Wyatt tem estilo: o personagem ficou em 8º lugar na lista dos
Vai em frente, Leslie Knope!
domingo, 17 de julho de 2011
Impressões femininas sobre Band of Brothers
Sabe aquele livro/filme/seriado/álbum que todo mundo comentou muito quando foi lançado, você se interessou, porém não teve a oportunidade de ler/assistir/ouvir na época? Daí o tempo vai passando e acaba se esquecendo, até que alguém comenta e, subitamente, você mergulha naquilo. Isso já aconteceu várias vezes comigo - e a minissérie Band of Brothers é o exemplo mais recente.
Exibida em 2001 pela HBO, essa obra-prima televisiva tem produção de Tom Hanks e Steven Spielberg, por isso quaisquer semelhanças com O Resgate do Soldado Ryan estão longe de ser mera coincidência. A minissérie de dez capítulos conta a história da Easy Company na Segunda Guerra Mundial, desde os treinamentos antes da partida rumo à Europa até o final da guerra. Se o maior mérito de O Resgate do Soldado Ryan é a impressionante sequência do desembarque das tropas na Normandia, norte da França, naquele que ficou conhecido como Dia D, em Band of Brothers o fator psicológico e a maneira como mostra o relacionamento entre os soldados, como irmãos mesmo, emociona e faz refletir.
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| Mais uma batalha no front |
Tiros, sangue e lágrimas
Cada episódio conta com a participação dos verdadeiros combatentes, que relatam diversos aspectos da guerra, sobretudo o lado humano dos soldados e as dificuldades. Sem serem identificados (apenas no último episódio se descobre quem são), eles expressam em palavras toda a emoção de reviver lembranças de um período que marcou a vida de cada um deles.
Claro, por se tratar de uma produção norte-americana, a visão é a dos aliados e há patriotismo. No entanto, Band of Brothers acerta justamente por não focar apenas no heroísmo e apresentar as dificuldades, burocracias e até o descaso em relação aos próprios soldados. Um exemplo é o episódio no qual o enfermeiro da Easy Company é o narrador: ele é a pessoa que mais sente na pele o horror e os empecilhos à difícil tarefa de tentar de salvar vidas.
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| O homem, o mito |
Personagem central
A figura mais emblemática da Easy Company foi o Tenente Dick Winters (falecido no início de 2011). Interpretado pelo ótimo Damian Lewis, ele não foi apenas o cérebro de sua companhia, mas um homem capaz de manter os soldados unidos e valorizá-los, apesar de todas as dificuldades (medo, frio, fome, dor...). Por isso, não é à toa que ele seja a figura central da obra e tenha cultivado tantos fãs e admiradores. Aliás, antes mesmo da partida da Easy Company para a Europa, Winters já inspirava a confiança dos jovens combatentes.
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| Ainda não decidi quem é mais pegável |
Homens de uniforme
Filmes de guerra costumam ser associados ao público masculino. Devem achar que mulher só gosta de filme adocicado - doce engano. Guerra é um "evento" que marca a vida de todos os envolvidos, não importa sexo ou idade. Agora, tratando-se de uma obra para cinema/televisão, minha abordagem vai além para justificar o interesse feminino por algo como Band of Brothers: homens de uniforme. E o melhor: homens (muito) bonitos de uniforme. Basta dar uma olhada na imagem ao lado, com os principais protagonistas, interpretados por Ron Livingston e Damian Lewis.
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| Fuck yeah Fassbender de uniforme! |
"Eu te conheço de algum lugar"
Apesar de assistir a uma série dez anos depois reservar fatos chatos, como não ter ninguém para dizer algo como "você viu que episódio espetacular o de ontem?!" e comentar detalhes, é curioso para reconhecer coadjuvantes que hoje estão com a carreira consolidada. Por um lado, David Schwimmer já era um astro em Friends; Donnie Wahlberg fez carreira no New Kids On The Block e tinha participado de O Sexto Sentido; Ron Livingston foi o protagonista do cult Como Enlouquecer Seu Chefe. Por outro, os coadjuvantes Michael Fassbender (X-Men: First Class), Tom Hardy (A Origem) e James McAvoy (Desejo e Reparação) se tornaram astros anos depois de participar da minissérie. Além deles, Kirk Acevedo (série Fringe), Simon Pegg (Star Trek), Stephen Graham (série Boardwalk Empire) e Colin Hanks (filho do Tom) também marcam presença.
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| Eu tinha que colocar uma foto do Matthew Settle |
Os outros
E as impressões femininas sobre Band of Brothers não param por aí. Alguns outros belos exemplares do gênero masculino na minha humilde opinião: Matthew Settle (Capitão Ronald Speirs - foto ao lado); Eion Bailey (Soldado David Webster); Rick Gomez (Sargento George Luz) e Shane Taylor (Cabo Eugene Roe).
sábado, 16 de julho de 2011
Comédia 090 - Uma Noite na Ópera
Ficha técnica
Título original: A Night at the Opera. Ano: 1935. País: Estados Unidos. Direção: Sam Wood. Com Groucho Marx, Chico Marx, Harpo Marx, Kitty Carlisle, Allan Jones. 96 min - Preto e branco.
O filme
Maior sucesso cinematográfico da carreira dos Irmãos Marx, Uma Noite na Ópera é o primeiro filme da trupe sem o caçula Zeppo. Marca também a estreia do trio na MGM, o estúdio de cinema de maior prestígio na época. Com enredo linear, a trama contém sequências malucas, como a piada do contrato, a cena da cabine lotada e a farsa dos aviadores russos. Porém, há espaço para o romance entre um jovem tenor e uma soprano, o qual cabe ao trio fazer com que finalmente fiquem juntos. Leve e engraçado na medida certa.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
terça-feira, 12 de julho de 2011
Notas cinematográficas
O sal desse mar: Drama sobre uma jovem norte-americana de descendência palestina que viaja a Israel, onde reconhece suas raízes e se apaixona por um palestino desiludido (o ótimo - e lindo - Saleh Bakri).
Potiche Esposa-Troféu: O que parece ser uma comédia boba sobre a libertação da mulher e a revolução feminista, revela-se um filme inteligente e engraçado. O elenco é liderado pela eterna diva Catherine Deneuve.
A Missão do Gerente de Recursos Humanos: drama israelense sobre o gerente de RH de uma padaria de Jerusalém cuja missão é acompanhar o corpo de uma funcionária imigrante da Romênia, morta em um atentado. Bom, mas falta um algo a mais.
O Pianista: Obra-prima autoral do diretor Roman Polanski (ele foi vítima do holocausto e perdeu a família), perfeitamente dirigida, escrita e atuada. Definitivamente, um filme que merecia estar na minha lista de melhores da década passada
As Viagens de Gulliver: Só serve para aprimorar o senso crítico, pois é ruinzinho. Os efeitos visuais até que são bem feitinhos, mas é difícil assistir ao péssimo aproveitamento de Chris O'Dowd (o Roy da hilária série britânica The IT Crowd).
London River - Destinos Cruzados: Belíssimo filme cujo contexto são os atentados em Londres, em 2005. Uma mãe inglesa e um pai de origem árabe buscam os filhos desaparecidos após a tragédia.
Um dia em Nova York: Apesar do charme, não dá para comparar com Marujos do Amor, filme anterior a essa sequência. Até os números musicais são apagados.
Intervenção Divina: Criei muita expectativa com esse filme porque adorei O Que Resta do Tempo, do mesmo diretor (Elia Suleiman). Mas achei que faltou uma narrativa tão interessante e inteligente como a da película posterior.
Quando você viu seu pai pela última vez?: Traz boas atuações de Colin Firth e Jim Broadbent, mas ambos já estiveram melhores e em filmes melhores. A velha história de relacionamento entre pai e filho, sem acrescentar nada de novo.
Casamento silencioso: Comédia dramática romena cujos momentos sensacionais se resumem a apenas 15 minutos (o jantar de casamento silencioso). Não gostei do modo maniqueísta como retrata o comunismo, assemelhando-se a um daqueles filmes panfletários norte-americanos.
Brideshead - Desejo e Poder: Uma pena que o melhor do filme, o excelente Ben Whishaw, seja um mero coadjuvante do insosso Matthew Goode, que é apenas um ator atraente. Filme dispensável que começa bem, mas depois desanda.
domingo, 10 de julho de 2011
As preferidas - reloaded
Os preferidos - reloaded e de um tempinho atrás. A lista está sem ordem de preferência.
Elaine Benes (Julia Louis-Dreyfus) - Seinfeld
É a definição da mulher em busca do relacionamento perfeito e, quando consegue, o interesse não é mútuo como deveria ser. Tornou-se a "pior melhor amiga" do universo dessa série.
Leslie Knope (Amy Poehler) - Parks and Recreation
Com quanto mais seriedade ela encara o trabalho burocrático no departamento de parques e recreação, mais situações constrangedores e engraçadas atrai. Uma verdadeira heroína feminista.
Britta Perry (Gillian Jacobs) - Community
Ela poderia ser uma mulher perfeita caso o mundo em que vivesse não fosse tão machista, cruel e hipócrita. Como não é, só atrai piadas para si graças ao seu modo revolucionário de encarar a vida.
Bernadette Rostenkowski (Melissa Rauch) - The Big Bang Theory
Uma das melhores personagens da série, com seu jeito meigo, voz aguda e tiradas inesperadas. Quem não gostaria de ter uma amiga/namorada como a Bernadette?
Alex Dunphy (Ariel Winter) - Modern Family
Filha prodígio de Phil e Claire, é uma nerd neurótica e aplicada que acha tudo muito errado e injusto. Não perde a oportunidade de mostrar a arrogância ao corrigir os outros.
Gloria Delgado-Pritchett (Sofía Vergara) - Modern Family
Um colombiana de sangue quente e um sotaque que enlouquece até o marido. Gloria é a personagem mais hilária da série e o talento da atriz mostra que não basta um corpão para brilhar na tevê estadunidense.
Lucille Bluth (Jessica Walter) - Arrested Development
Qualquer lista com as piores mães da televisão tem que ter a megera matriarca da família Bluth. Alcóolatra, calculista, sarcástica, vingativa... faltam palavras para descrever essa mulher que o espectador adora odiar.
Linda Bluth (Portia de Rossi) - Arrested Development
Loira, linda e burra. Uma vadia confessa, adora chamar a atenção de qualquer homem que seja um mínimo atraente - em parte para suprir a carência do marido que tem fobia de ficar nu.
Dra. Elliot Reid (Sarah Chalke) - Scrubs
Também conhecida como Barbie (por causa das madeixas loiras), começou como uma residente insegura e pressionada pelos pais. A insegurança, aliás, se reflete em qualquer área de sua vida.
Margaret Schroeder (Kelly Macdonald) - Boardwalk Empire
É um mistério como uma mulher tão correta se deixou envolver por um gângster como Nucky Thompson. Mas, numa cidade corrompida, espera-se de tudo.
April Ludgate (Aubrey Plaza) - Parks and Recreation
Apática, mal humorada e sarcástica. Essa estagiária tem um carisma que só é revelado quando está perto de seu amor platônico, o engraxate-metido-a-roqueiro Andy.
Jen (Katherine Parkinson) - The IT Crowd
Ela é gerente do departamento de TI de uma empresa, mas não sabe NADA de computadores. Anti-nerd e anti-geek, tenta resolver as coisas de maneira pouco ortodoxa.
Mel (Kristen Schaal) - Flight of the Conchords
A fã número um da dupla de músicos folk formada por Bret e Jemaine é psicótica e tem a língua presa. Uma hora se descobre que Mel é inofensiva - mas até lá, tenha muito medo.
Elaine Benes (Julia Louis-Dreyfus) - Seinfeld
É a definição da mulher em busca do relacionamento perfeito e, quando consegue, o interesse não é mútuo como deveria ser. Tornou-se a "pior melhor amiga" do universo dessa série.
Leslie Knope (Amy Poehler) - Parks and Recreation
Com quanto mais seriedade ela encara o trabalho burocrático no departamento de parques e recreação, mais situações constrangedores e engraçadas atrai. Uma verdadeira heroína feminista.
Britta Perry (Gillian Jacobs) - Community
Ela poderia ser uma mulher perfeita caso o mundo em que vivesse não fosse tão machista, cruel e hipócrita. Como não é, só atrai piadas para si graças ao seu modo revolucionário de encarar a vida.
Bernadette Rostenkowski (Melissa Rauch) - The Big Bang Theory
Uma das melhores personagens da série, com seu jeito meigo, voz aguda e tiradas inesperadas. Quem não gostaria de ter uma amiga/namorada como a Bernadette?
Alex Dunphy (Ariel Winter) - Modern Family
Filha prodígio de Phil e Claire, é uma nerd neurótica e aplicada que acha tudo muito errado e injusto. Não perde a oportunidade de mostrar a arrogância ao corrigir os outros.
Gloria Delgado-Pritchett (Sofía Vergara) - Modern Family
Um colombiana de sangue quente e um sotaque que enlouquece até o marido. Gloria é a personagem mais hilária da série e o talento da atriz mostra que não basta um corpão para brilhar na tevê estadunidense.
Lucille Bluth (Jessica Walter) - Arrested Development
Qualquer lista com as piores mães da televisão tem que ter a megera matriarca da família Bluth. Alcóolatra, calculista, sarcástica, vingativa... faltam palavras para descrever essa mulher que o espectador adora odiar.
Linda Bluth (Portia de Rossi) - Arrested Development
Loira, linda e burra. Uma vadia confessa, adora chamar a atenção de qualquer homem que seja um mínimo atraente - em parte para suprir a carência do marido que tem fobia de ficar nu.
Dra. Elliot Reid (Sarah Chalke) - Scrubs
Também conhecida como Barbie (por causa das madeixas loiras), começou como uma residente insegura e pressionada pelos pais. A insegurança, aliás, se reflete em qualquer área de sua vida.
Margaret Schroeder (Kelly Macdonald) - Boardwalk Empire
É um mistério como uma mulher tão correta se deixou envolver por um gângster como Nucky Thompson. Mas, numa cidade corrompida, espera-se de tudo.
April Ludgate (Aubrey Plaza) - Parks and Recreation
Apática, mal humorada e sarcástica. Essa estagiária tem um carisma que só é revelado quando está perto de seu amor platônico, o engraxate-metido-a-roqueiro Andy.
Jen (Katherine Parkinson) - The IT Crowd
Ela é gerente do departamento de TI de uma empresa, mas não sabe NADA de computadores. Anti-nerd e anti-geek, tenta resolver as coisas de maneira pouco ortodoxa.
Mel (Kristen Schaal) - Flight of the Conchords
A fã número um da dupla de músicos folk formada por Bret e Jemaine é psicótica e tem a língua presa. Uma hora se descobre que Mel é inofensiva - mas até lá, tenha muito medo.
sábado, 9 de julho de 2011
A melhor banda de todos os tempos (das últimas semanas)
Eu sinto vontade de chorar quando lembro que o Vampire Weekend fez um show em São Paulo no início deste ano e eu não fui. Como se sabe, ingresso para grandes shows internacionais no Brasil são muito caros, e eu não tinha mesmo como pagar quase 200 reais para ver um show no meio da semana (sem contar o dinheiro para o taxi).
Conheci a banda, de fato, no final de 2010, conferindo essas listas de melhores do ano. A música Run foi listada, se não me engano, pela Paste Magazine, que no site disponibilizou o áudio. Nem preciso falar que apertei o play três ou quatro vezes seguidas, além de ser estimulada a baixar o segundo álbum do quarteto, Contra (alguém ainda usa o verbo comprar quando se refere a álbuns musicais?). Maravilhoso desde a primeira audição, fiquei brava comigo mesma por não ter me interessado antes pela banda só por causa do nome ruim (Vampire Weekend me lembrava algo do tipo Simple Plan ou My Chemical Romance).
Nas últimas semanas, finalmente lembrei que precisava baixar o álbum de estreia do grupo, lançado em 2008. E, mais uma vez, não esperava que fosse tão bom. Fiquei decepcionada por eles terem vindo justo no começo do ano ao Brasil, uma época difícil para mim.
A sonoridade da banda e a voz doce do Ezra Koenig fazem minha cabeç... meus ouvidos. O Ezra nem é o mais bonitinho da banda, mas ele é tão fofo e canta de maneira tão graciosa que já virou muso pra mim. Abaixo um video gravado no estúdio de uma rádio com a música M79, minha preferida do primeiro álbum.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
A autora pede licença
Eu só me dou conta de que publico besteirinhas demais no blog, no Twitter, no Tumblr e no Facebook quando algum parente ou "aquela tal pessoa" diz que lê ou dá algum feedback (retweet, resposta, comentário, "curtir"...). Mas a vida é tão séria (ou eu sou tão séria com a vida?) que acabo extravasando na web. Comecei anônima - simplesmente Garota no hall -, mas aos poucos fui me libertando e mostrando quem sou. E aí, já sabe: escreveu besteira, encare as consequências. Um texto mais melancólico e já começam a dizer que estou deprimida; uma opinião pessoal, sem mencionar nomes e situações, e posso ser taxada de arrogante, pedante e/ ou insatisfeita com a vida.
A entrada é livre, mas quem paga o preço com a neurose sou eu. Afinal, quem gosta de ser interpretado erroneamente ou ser levado a sério demais quando metade do que escreveu saiu dos cafundós da mente para deixar o relato mais poético? Nem tudo é a verdade absoluta - e eu jamais seria verdadeira o bastante, expondo minha vida num meio ao qual todos têm acesso.
Na web, sou mais fútil e elevo temas irrelevantes a interesses pessoais (meus musos que o digam!). Podem dizer que só escrevo sobre filmes, séries e música, mas é claro que minha vida não é movida a isso (ok, cinema é minha paixão - fato!). A seriedade da vida não costuma ser levada para este mundo: temas que me perturbam (veja ou leia o noticiário para compreender o que quero dizer) raramente são abordados e problemas pessoais envolvendo terceiros ficam no âmbito pessoal.
Desabafar sem escancarar. Contar sem aprofundar. Ser sincera sem ser imparcial. Ser a Garota no hall sem ser a Lucie - e, consequentemente, sem ser a Luciana. Uma farsa? Uma personagem? Uma blogueira em busca de licença poética para relatar causos sem a corrente da verdade presa aos pulsos? Ou apenas uma autora pretensiosa para jogar na cara que preza tanto a expressão dos sentimentos quanto a escolha do olhar pessoal e da defesa do interesse próprio para contar tudo como acha que foi?
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Férias...?
Hoje entrei no assunto das minhas férias, que serão apenas no ano que vem. Não que eu já tenha planos e queira reservar as datas, pelo contrário: não faço a menor ideia de como aproveitar esse período sagrado. Vejamos, planejei minhas "férias" de 2010 com um ano e meio de antecedência, porque tinha que pagar o curso e a passagem aérea antes, além de juntar o dinheiro das despesas com a viagem. Eu poderia começar a me programar, mas não tenho ideia do que fazer, nem se tiro 15 dias antes e 15 dias depois ou um mês inteiro. Só sei que não quero passar minhas próximas férias em casa - afff, já não basta passar os feriados em São Paulo?
Tenho dois meses para decidir, sem um lampejar de decisão sequer. Claro, sei bem os (muitos) lugares para os quais gostaria de viajar, mas não faço ideia da época do ano, tempo, dinheiro... junto mais grana e faço outro curso ou aproveito só para curtir? Viajo sozinha ou considero a longínqua possibilidade de conseguir uma companhia que vá comigo - difícil, já que cada um tem seu tempo e eu não considero viajar em épocas de alta temporada. Praia, campo ou cidade? América do Sul, América do Norte ou Europa? Mochilão ou conforto? Estudo ou curtição? Agência ou por conta própria?
Uma tênue neurose começa a surgir e a indecisão toma conta de mim. Não sei o que quero da vida, nem o que esperar dela. Se só de pensar em férias fico assim, imagine como fico ao pensar em todo o resto.
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