sábado, 5 de janeiro de 2013

Os filmes de 2012

Finalmente compilei minha famigerada lista de filmes de 2012. Aqui constam filmes assistidos no ano em questão, tanto lançados no cinema quanto diretamente em DVD e alguns títulos inéditos que as distribuidoras ainda não tiveram a boa vontade de lançar em terras brasileiras - está tudo indicado após o nome de cada obra mencionada. Se falta algum, é porque não assisti.
Os filmes marcados com um asterisco um (*) foram lançados no final de 2011, mas vistos no cinema em 2012. Com dois asteriscos (**) estão marcados os filmes lançados direto em DVD no final de 2011, mas vistos em 2012.

IMPERDÍVEIS

01) O Artista (Cinema)
Muito mais do que uma homenagem aos clássicos do cinema silencioso e seus astros que não sobreviveram a era dos filmes falados: uma releitura comandada com maestria por Michel Hazanavicius e Jean Dujardin inspiradíssimo dando vida ao carismático George Valentin.

02) As Aventuras de Tintin (Cinema)
Adaptação em computação gráfica de um dos mais clássicos quadrinhos infanto-juvenis, com equilíbrio entre humor e suspense e muita aventura.

03) Shame (Cinema)
Mais uma vez, o diretor Steve McQueen aposta no realismo cru e recruta Michael Fassbender para protagonizar um drama forte e envolvente.

04) O Espião que Sabia Demais (Cinema)
A frieza britânica em plena forma em um filme no qual espionagem e traição são entrelaçadas e beneficiadas pelas climáticas direção, cinematografia, figurino e direção de arte.

05) A Separação (Cinema)
O excelente roteiro é apoiado pela direção de Asghar Farhadi e pelas atuações do elenco, com uma história na qual julgar personagens e atitudes se torna mais difícil a cada cena.

06) Intocáveis (Cinema)
Desprovida de sentimentalismo, esta comédia francesa deixa o drama de lado ao retratar a amizade entre um tetraplégico milionário e seu vivaz acompanhante.

07) O Hobbit (Cinema)
Um épico de grandes proporções que se tornou mais que uma prequel: é uma odisseia Terra-Média adentro na companhia de Bilbo, Gandalf e treze corajosos anões guerreiros.

08) Guerreiro (DVD)
Comprova que não é necessário ser um entusiasta por MMA para reconhecer que, às vezes, é preciso mais do que técnica e força para se tornar um favorito.

09) Skyfall (Cinema)
Lutas coreografadas, música tema belissimamente interpretada, vilão marcante e roteiro que consegue abranger da ação ao drama, dando coesão à unidade de maneira certeira.

10) Moonrise Kingdom (Cinema)
Um conto de amor proibido sob o olhar de dois pré-adolescentes rebeldes e dispostos a enfrentar a incompreensão dos adultos e a fúria da natureza.

11) O Abrigo (DVD)

12) As Aventuras de Pi (Cinema)

13) As Vantagens de Ser Invisível (Cinema)

14) A Pele que Habito*

15) Os Vingadores (Cinema)

16) Submarine (Inédito)

17) Um Tira Acima da Lei (DVD)

18) Febre do Rato (Cinema)

19) O Guarda (Cinema)

20) The Deep Blue Sea (Inédito)

21) Jovens Adultos (Cinema)

22) Ataque ao Prédio**

23) Looper - Assassinos do Futuro (Cinema)

24) Heleno (Cinema)

25) Drive (Cinema)

26) Anjos da Lei (Cinema)

27) Um Método Perigoso (Cinema)

28) Precisamos Falar Sobre o Kevin (Cinema)

VALE A PENA

29) O Cavaleiro das Trevas Ressurge (Cinema)

30) O homem que mudou o jogo (Cinema)

31) Prometheus (Cinema)

32) Uma Vida Melhor (DVD)

33) A Invenção de Hugo Cabret (Cinema)

34) Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras (Cinema)

35) À Toda Prova (Cinema)

36) Os Homens que não Amavam as Mulheres (Cinema)

37) Missão Impossível: Protocolo Fantasma*

38) O Segredo da Cabana (Inédito)

39) Jogos Vorazes  (Cinema)

40) Ted (Cinema)

41) Ruby Sparks (Cinema)

42) Sete Dias com Marilyn (Cinema)

43) A Delicadeza do Amor (Cinema)

44) A Vida de Outra Mulher (Cinema)

45) 50% (DVD)

46) A Perseguição (Cinema)

47) Para Roma Com Amor (Cinema)

48) A Fonte das Mulheres (Cinema)

49) Código de Honra (DVD)

50) O Porto (Cinema)

51) Paul, o Alien Fugitivo (DVD)

52) Românticos Anônimos*

OK

53) Homens de Preto 3 (Cinema)

54) John Carter (Cinema)

55) Valente (Cinema)

56) Os Candidatos (Cinema)

57) J. Edgar (Cinema)

58) A Outra Terra (DVD)

59) Nosso Irmão Sem Noção (DVD)

60) Na Estrada (Cinema)

61) Guerra É Guerra! (Cinema)

62) Os Infiéis (Cinema)

63) Os Acompanhantes (DVD)

64) A Legião Perdida**

65) Os Descendentes (Cinema)

VEJA POR SUA CONTA E RISCO

66) Cavalo de Guerra (Cinema)

67) Espelho, Espelho Meu (Cinema)

68) O Despertar (Cinema)

69) O Corvo (Cinema)

70) A Mulher de Preto (Cinema)

71) Histórias Cruzadas (Cinema)

72) Paraísos Artificiais (Cinema)

ASSISTA ATÉ O FINAL COM MUITA MÁ VONTADE

73) Na Mira dos Assassinos (DVD)

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

2012 de A a Z

Artista, O: O filme mais lindo de 2012 me fez (re)viver uma época com a qual sempre sonhei - a do cinema silencioso.
Balada: Quem diria - as duas únicas baladas que fui em 2012 foram em menos de um mês e excelentes, com muita música boa para dançar, pular e gritar.
Cine Splendor: Site que estreou em 2012, idealizado e editado por uma querida amiga e com o qual colaboro quinzenalmente com coluna de trilhas sonoras.
Decepções: Com situações e pessoas. Mas é assim mesmo.
Entretenimento: Palavra de ordem para escapar do tédio que foi 2012.
Folk: Caí de amores por artistas que se dedicam ao gênero musical, principalmente por aqueles que tocam banjo e mandolim.
Gallagher, Noel: Sim, o show mais lindo que fui em 2012 foi desse deus da minha adolescência.
Happy hour: Para desabafar, fazer mimimi, rir, falar besteira, rever amigos... foi primordial para minha sanidade mental.
Inglês: Um curso intensivo em plenas férias (segundo semestre) para aprimorar e dar conta das pesquisas e entrevistas em inglês do trabalho.
Jornalista: Percebi que quero mais do que ser isso - quero desacomodar e conquistar um espaço melhor.
Kili: Porque o que lembrei com a letra foi do anão lindinho de O Hobbit (na verdade Aidan Turner), prestes a se tornar outro muso.
Lembranças: Elas vieram e voltaram, como as ondas, as boas e as ruins. Com elas, tentei (re)aprender para evitar inconveniências e apontar a seta para frente.
Mil e um covers (ou 1001 covers): Sim, o blog querido do qual também faço parte teve um ano brilhante com direito a entrevista para o Marcelo Duarte em seu programa na Band News FM.
Novidades: Bem que eu queria ter várias, mas não foi desta vez...
Ócio: Muita preguiça nas horas vagas e vontade tremenda de passar o tempo sem fazer nada. Só um guindaste para me tirar do lugar.
Planeta Terra: Primeiro festival que fui (sem contar gratuitos, tipo Virada Cultural, Motomix...) acabou sendo fracassado por um lado (Kasabian cancelou de última hora) e um sucesso por outro (consegui me divertir bastante).
Querida: No aborrecimento, na impaciência, na indecisão, no tédio... descobri como existem pessoas ao meu redor - nem sempre fisicamente - que me consideram e me fazem sentir assim... querida.
Ruivos: Outro fetiche que preciso superar devido a escassez de ruivos no Brasil.
Sol, areia e mar: Nas curtas férias que tirei no primeiro semestre, aproveitei para (finalmente) conhecer o Rio de Janeiro e dar uma passeada em Búzios. Foi muito bom!
Tolerância zero: Algumas pessoas finalmente conseguiram me ensinar a ser intolerante. Pelo menos os aborrecimentos diminuíram. 
Ufa!: Ainda bem que 2012 terminou, pelamor!
Vingadores, Os: O filme mais pipoca de 2012 me arrancou risadas e suspiros. E mais: é o meu filme de super-herói favorito do ano.
Witty: Na verdade é como eu gostaria de me definir, embora não saiba se esse termo se enquadraria tão bem em mim.
Xeretar: Não para fofocar, mas por mim mesma. No final, descobri que não leva a nada.
Yay!: Apropriação da interjeição gringa que marcou algumas de minhas reações, digamos, de "felicidade".
Zumbis: Não apenas pela forma que tomei em vários dias do ano, mas também pela série que me fez gostar do tema (sim, The Walking Dead).

domingo, 30 de dezembro de 2012

Atores e atrizes de 2012

Atuações favoritas (cinema) - atores
1) Michael Fassbender (Shame, À Toda Prova, Um Método Perigoso, Prometheus)
2) Jean Dujardin (O Artista, Os Infiéis)
3) Gary Oldman (O Espião que Sabia Demais, O Cavaleiro das Trevas Ressurge)
4) Ezra Miller (Precisamos Falar Sobre o Kevin, As Vantagens de Ser Invisível)
5) Joseph Gordon-Levitt (50%, O Cavaleiro das Trevas Ressurge, Looper)
6) Robert Downey Jr. (Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras, Os Vingadores)

Menções honrosas: Omar Sy (Intocáveis); Ryan Gosling (Drive); Martin Freeman (O Hobbit); Javier Bardem (Skyfall); Michael Shannon (O Abrigo); Rodrigo Santoro (Heleno).


Atuações favoritas (cinema) - atrizes
1) Tilda Swinton (Precisamos Falar Sobre o Kevin, Moonrise Kingdom)
2) Rachel Weisz (The Deep Blue Sea)
3) Carey Mulligan (Shame, Drive)
4) Michelle Williams (Sete Dias Com Marilyn)
5) Rooney Mara (Os Homens que Não Amavam as Mulheres)
6) Charlize Theron (Jovens Adultos)

Menções honrosas: Bérenice Bejo (O Artista); Jessica Chastain (O Abrigo); Emma Watson (As Vantagens de Ser Invisível); Noomi Rapace (Prometheus); Jennifer Lawrence (Jogos Vorazes); Juliette Binoche (A Vida de Outra Mulher).


Atores revelação
1) Ezra Miller (Precisamos Falar Sobre o Kevin, As Vantagens de Ser Invisível)
2) Craig Roberts (Submarine)
3) Jared Gilman (Moonrise Kingdom)

Atrizes revelação
1) Shailene Woodley (Os Descendentes)
2) Zoe Kazan (Ruby Sparks)
3) Brit Marling (A Outra Terra)

sábado, 29 de dezembro de 2012

Ella e nós

Ella canta e me embala, enquanto fantasio e danço sozinha pela sala. Os olhos fechados, a sensação de estar  nas nuvens. Os mais bem guardados segredos escapando sutilmente de dentro da caixa. "Anything goes". O grito de "corta!" me paralisa, enquanto o diretor se aproxima e aconselha esboçar um leve sorriso enquanto me movimento e rodopio, mexendo levemente a cabeça, com os lábios entreabertos, repetindo um ou outro verso.
Uma vertigem estranha atravessa-me repentinamente, tal qual uma flechada. O brilho nos olhos se torna mais visível, ao mesmo tempo que o corpo pesa e cambaleia na direção da poltrona. "It's too darn hot", e o ventilador sopra timidamente no recinto. Como uma diva provocante, levanto-me e jogo a cabeça para trás, levantando-a bruscamente para que o cabelo encubra minha face ruborizada. Os versos já não saem mais de meus lábios. No lugar deles, sussurros esboçam melodias graves. 
Ella canta e me encanta, enquanto "I get a kick out of you" e rio da situação, sem parecer me importar com o futuro e a verdade por trás de tudo. É o momento e a fantasia do encontro que me movem a manter a coreografia. Delicadamente, sigo em frente. Paro e jogo meu quadril  para o lado, como num falso jogo de sedução visto em um filme qualquer. "Do I love you?" Jamais saberei ao certo, mas enquanto a música tocar, encarno a personagem. Afinal, "What is this thing called love?" 
As melodias sopram no ambiente, tal qual o vento quando assovia em uma noite de inverno enquanto agarro o edredom e o abraço imaginando seu corpo me aquecendo. Mas o frio está a milhas de distância de mim. "Let's do it (let's fall in love)", insinuo, enquanto imagino você me encarar sedutoramente. A malícia encarna em mim e caminho em sua direção, desabotoando o primeiro botão da blusa.
No seu colo, insinuo-me e murmuro "Let's misbehave", fugindo do roteiro e fazendo de Cole Porter o intérprete de meus sentimentos. O fade out corta a cena e apenas nós dois saberemos o que se passou depois disso.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Desafio musical - parte 46

226) Uma música para vomitar: Spice Girls, Spice Up Your Life
Nossa, que escatológico! Daí escolhi essa das Spice Girls hahaha.



227) Uma música para fazer coisas "erradas": Metallica, Whiskey in the Jar
Cover do Thin Lizzy para "arrebentar"!




228) Uma música que te lembre elevadores: Aerosmith, Love in an Elevator
Óbvia.




229) Uma música para dar um pé na bunda: Robbie Williams, Sexed Up
É cafoninha, mas tem tudo a ver com este item. 




230) Uma música elegante: Chet Baker, Deep in a Dream
A elegância da interpretação do Chet Baker (quase) me mata. 



segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Vinho, jazz e folk

A tal garrafa de vinho barato tinha vindo em uma cesta de Natal. "Vinho tinto suave de mesa", descrevia o rótulo. A vontade de beber veio associada à solidão - não o sentimento de solidão, mas o "estar sozinha" naquele momento - e ao desejo de ouvir jazz, que a despertou. Porque cerveja é com rock'n'roll, mas vinho é perfeito embalado por jazz e aquela sonoridade urbana e chuvosa. Coincidentemente, era uma noite chuvosa também.
O aroma pouco convidativo da bebida não despertou o desejo de prová-la, e quando bebeu um pequeno gole, um gosto levemente ácido preencheu a boca. "Ella Fitzgerald, Chet Baker ou Brad Melhdau?", questionou-se, para subitamente responder "Brad Mehldau!". 
Sentou-se e bebeu mais um gole, com a consciência de que estava longe de ser o melhor sabor do mundo. Pressionou o play e viajou mentalmente por entre dedilhados de piano. Como gostava de pianos, em seu ritmo delicado, como se o passeio suave dos dedos por entre as teclas não apenas tentassem dizer algo, mas simplesmente expressassem e dissessem. E somado a isso, a bateria e o baixo acústico, tudo combinado de maneira bela e harmoniosa . 
Saltando para outro gênero, escolheu o folk progressivo. "Punch Brothers!". O entrosamento entre mandolim, banjo, violão, violino e baixo, marcados pela delicada voz de Chris Thile, serviram de background para um gole e outro. O vinho já havia adquirido paladar mais agradável, com a mistura de sentidos e a leveza de espírito daquela noite. Sozinha, sim. Solitária, jamais.

sábado, 22 de dezembro de 2012

O último/ a última...

... filme visto: Jogos Vorazes
... filme visto no cinema: O Hobbit
... filme na lista de mais aguardados: Além da Escuridão - Star Trek 
... episódio de série visto: Homeland - S02E11
... álbum escutado: Shaka Rock, do Jet
... música escutada: Badly Drawn Boy, Silent Sigh
... presente ganhado: um "vale-gastronomia"
... presente comprado: o último mesmo foi uma bermuda para o pai
... balada: Indie Party
... último plano prestes a ser concretizado: começar a pós-graduação

domingo, 16 de dezembro de 2012

Impressões pessoais sobre O Hobbit

 Finalmente um dos filmes mais aguardados de 2012 estreou: O Hobbit - Um Jornada Inesperada. Assim que confirmaram a produção e o envolvimento direto de Peter Jackson, fiquei bastante empolgada. Motivo? Gosto muito da trilogia O Senhor dos Anéis, que foi responsável por eu gostar do gênero cinematográfico de fantasia - os filmes da série Harry Potter não conto porque já conhecia e gostava dos livros antes de assisti-los.
Longe de ser fã de Tolkien (jamais li um livro sequer por pura preguiça) e tão pouco conhecedora profunda das adaptações - visto que assisti A Sociedade do Anel três vezes (duas no cinema); As Duas Torres, duas vezes; e O Retorno do Rei apenas uma - considero os longas excelentes exercícios para soltar a imaginação e  adentrar no fabuloso universo recriado pelos estúdios Weta, dos quais Jackson é um dos sócios. 
Para O Hobbit, entretanto, um fator importante pesou muito para que exercesse fascínio sobre mim: foi filmado alguns meses depois de eu voltar da minha viagem à Nova Zelândia, durante a qual conheci algumas locações da trilogia e visitei a loja da Weta, dentro do quarteirão dos estúdios.


Bilbo e os anões fanfarrões
Sobre hobbits e anões
Fiquei bastante contente quando anunciaram Martin Freeman como o protagonista Bilbo Baggins, ainda mais porque ele desbancou o sonso do Matthew Goode e estava no auge como John Watson na série Sherlock. Então, no primeiro frame de Bilbo, quase fui ao delírio ao constatar que aquele era o cara certo para o papel. Os anões (treze, no total), dentre os quais só estava familiarizada com o ator Richard Armitage (Thorin), provocaram-me a sensação de que Merry e Pippin haviam sido multiplicados por seis - o líder não conta, é um homem sério. O exagero proposital nas caracterizações confere muita leveza e confirma Bilbo como "o estranho no ninho". Todo o prólogo delineia a figura séria do hobbit, que será moldada ao longo da aventura, realçando seu caráter leal. Aliás, notei muitos comentários impacientes criticando a longa introdução, mas como A Sociedade do Anel é o meu favorito, esse fator não me incomodou nem um pouco.

Iupiiii!
A jornada começou
Acho válido comentar que assisti em 3D e 48 fps, o que criou um realismo impactante e clima de montanha russa, especialmente na longa - e deliciosa - batalha subterrânea contra os orcs. As paisagens neozelandesas, principalmente os Southern Alps, ganham beleza ainda mais intensa. Cinematografia, direção de arte, maquiagem e figurinos são show a parte. Os efeitos visuais evoluíram de forma a criar detalhes, criaturas e cenas de batalhas impressionantes. Enfim, é um delírio visual a cada segundo. E não apenas visual, já que a certeira trilha sonora de Howard Shore e som e efeitos sonoros ajudam a criar a atmosfera fantástica do filme.


Freeman vs. Gol... Serkis
O retorno de Gollum 
Naturalmente, como se trata de um prequel, não é de fato um retorno para Gollum. Mas os espectadores fascinados pela criatura personificada pelo genial Andy Serkis encaram como a volta do querido personagem. Seu tempo em cena é duradouro, e a "química" com Bilbo é muito mais interessante do que com Frodo. Em tempo: Serkis também é diretor de segunda unidade do longa, trabalhando em sequências onde o diretor original pôde ser substituído.


Kili posando para a L'Oréal
Grande elenco 
Cate Blanchett dá o ar da graça como a etérea Galadriel, assim como Hugo Weaving, Christopher Lee e Elijah Wood. Pontinhas curiosas de Bret McKenzie e Lee Pace chamam a atenção. Ian McKellen retorna melhor do que nunca como Gandalf, o Cinzento. Mas, dentre os anões, quem chama a atenção mesmo é Kili, protótipo de Legolas e versão melhorada de Orlando Bloom. O bonitão Aidan Turner ganhou apenas peruca e próteses pontudas nas orelhas, deixando à mostra a beleza física com a qual foi agraciado.

Richard Armitage ao natural
Da TV para a telona
Interpretado por Richard Armitage, figura tarimbada da TV britânica, Thorin é como um Aragorn: líder idealista, corajoso e com altura avantajada sobre os demais. O ator não sai da minha cabeça graças ao John Thornton da minissérie da BBC North & South, o que justifica o uso da imagem ao lado, toda limpinha e à moda de cavalheiro da Era Vitoriana. O melhor de tudo será poder ouvir sua linda voz por mais algumas horas em outros dois filmes (lembre-se de que O Hobbit também será trilogia) e, quem sabe, ter uma overdose quando Smaug entrar em ação - dublado por ninguém menos do que Benedict Cumberbatch.


E que venham os outros filmes!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Notas cinematográficas

Guerra é Guerra!: Comédia de ação bobinha, mas dá para passar o tempo graças ao elenco - principalmente pelos lindos Chris Pine e Tom Hardy.

Steamboy: Animação japonesa bem chata. A premissa é bastante interessante - a tecnologia bélica na Inglaterra em plena Revolução Industrial e Científica -, mas o enredo é tão sonolento quanto o visual steampunk.

Homens de Preto III: Quase tão divertido quanto o primeiro filme, faz esquecer a sequência boba de 2002. As participações de Josh Brolin e Michael Stuhlbarg conseguem iluminar o longa, que tem um vilão ameaçador (Jemaine Clement, de Flight of the Conchords), mas não tão inesquecível quanto a barata gigante.

John Carter: Em termos de história, está no mesmo nível de Avatar - o que me faz achar os críticos muito injustos em endeusar o longa de James Cameron e quase enterrar a estreia de Andrew Stanton (Procurando Nemo, Wall-E) no live action. É bom, mas nada que marque tanto.

J. Edgar: Cinebiografia baseada na vida do criador do FBI, J. Edgar. O que começa como um empolgante estudo da personalidade do sujeito, descamba para drama pessoal e achismo sobre suas preferências sexuais. Destaque para Armie Hammer - mas sem a terrível maquiagem de velhice.

O Suspeito Errado: Dave Foley voltou às raízes do Kids in the Hall nesta comédia de humor negro sobre um executivo que encontra o presidente da empresa morto e foge com a arma do crime nas mãos. Presumindo que é um fugitivo procurado, ele parte rumo ao México - mas é perseguido pelo verdadeiro assassino.

Demônio: Outro filme com boa premissa, que é subaproveitada em função de um suspense shyamalaniano (que não funciona mais como há uma década). Cinco pessoas presas no elevador têm de lidar com uma estranha força sobrenatural, enquanto um cético detetive de polícia tenta resolver o caso.

O Corvo: Suspense pobremente baseado em Edgar Allan Poe e suas extraordinárias histórias. Dá pena de ver um baita ator como John Cusack numa produção tão esquecível e mal escrita como esta.

Ted: O "polêmico" filme do ursinho falante tem seus momentos engraçados, mas está longe de ser uma comédia memorável, em parte pela escolha do elenco, personagens secundários dispensáveis e uma historinha de amor sem sal. No final, vale apenas pelo Ted mesmo.

Skyfall: Um dos grandes filmes do ano, surpreendentemente bom em todos os aspectos: história, enredo, atuações, cenas de ação e vilão. Até quem não é fã de James Bond, como eu, pode gostar bastante.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Desafio musical - parte 45

221) Uma música com versão em português: Savage Garden, Truly Madly Deeply. Versão: Sandy & Júnior, No Fundo do Coração
Por essa ninguém esperava!





222) Uma música que faça uma paródia de outra: Weird Al Yankovic, Amish Paradise
Não deu para pegar outro artista, o Yankovic é mestre nisso.



223) Uma música que poderia ser uma trilha sonora de um jogo de vídeo game: The Chemical Brothers, Out of Control
 Não jogo vídeo game, então nem sei se já é trilha de algum jogo.


224) Uma música para jogar baralho: Bon Jovi, Keep The Faith
Nem gosto de baralho, então escolhi uma música randômica de uma banda que "adoro".



225) Uma música estrangeira que te lembre o Brasil: Beck, Deadweight
Pela sonoridade meio bossa nova.