domingo, 22 de novembro de 2009

In what classic Woody Allen film do you belong

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sábado, 21 de novembro de 2009

Overdose woodyalleniana

A Elegância de Woody Allen. Seria esse o evento cinematográfico do ano?



Não sei ainda, mas ver  - e rever - filmes do cineasta em película com a companhia de um público que admira seu trabalho é sensacional. A programação completa está no site da mostra organizada pelo Centro Cultural Banco do Brasil, www.woodyallen.com.br

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

25 personagens de cinema da década

Os 25 personagens de cinema mais marcantes dessa década que chega ao fim.


- Maximus (Russell Crowe) - Gladiador (2000)
- Wolverine (Hugh Jackman) - Trilogia X-Men (2000, 2003, 2006)
- Amélie Poulain (Audrey Tautou) - O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001)
- Bridget Jones (Renée Zellweger) - O Diário de Bridget Jones (2001)
- Mark Darcy (Colin Firth) - O Diário de Bridget Jones (2001)
- Burro (voz de Eddie Murphy) - Shrek (2001 e 2004)
- Seymour (Steve Buscemi) - Ghost World (2001)
- Charlie e Donald Kaufman (Nicolas Cage) - Adaptação (2002)
- Jason Bourne (Matt Damon) - Trilogia Bourne (2002, 2004, 2007)
- Zé Pequeno/ Dadinho (Leandro Firmino/ Douglas Silva) - Cidade de Deus (2002)
- Beatrix Kiddo/ A Noiva/ Mamba Negra (Uma Thurman) - Kill Bill Vol. I e II (2003 e 2004)
- Dory (voz de Ellen DeGeneres) - Procurando Nemo (2003)
- Jack Sparrow (Johnny Depp) - Trilogia Piratas do Caribe (2003, 2006, 2007)
- Alice (Natalie Portman) - Closer (2004)
- Napoleon Dynamite (Jon Heder) - Napoleon Dynamite (2004)
- Borat Sagdiyev (Sacha Baron Coen) - Borat (2006)
- Olive Hoover (Abigail Breslin) - Pequena Miss Sunshine (2006)
- Raimunda (Penélope Cruz) - Volver (2006)
- Anton Chigurh (Javier Bardem) - Onde os Fracos Não têm Vez (2007)
- Capitão Nascimento (Wagner Moura) - Tropa de Elite (2007)
- Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis) - Sangue Negro (2007)
- Fogell/ McLovin (Christopher Mintz-Plasse) - Superbad (2007)
- Coringa (Heath Ledger) - O Cavaleiro das Trevas (2008)
- Kirk Lazarus (Robert Downey Jr.) - Trovão Tropical (2008)
- Wall-E (voz de Ben Burtt) - Wall-E (2008)

terça-feira, 17 de novembro de 2009

25 álbuns da década

Já que a década de 00 (?!) está no fim, resolvi revisitar meus álbuns preferidos internacionais desses últimos dez anos. A metodologia para escolhê-los? O gosto pessoal mesmo.

Just Enough Education To Perform - Stereophonics (2001)
Rockin' The Suburbs - Ben Folds (2001)
The Invisible Band - Travis (2001)
Up The Bracket - The Libertines (2002)
A Rush Of Blood To The Head - Coldplay (2002)
The Remote Part - Idlewild (2002)
Elephant - The White Stripes (2003)
Get Born - Jet (2003)
Room On Fire - The Strokes (2003)
You Gotta Go There To Come Back - Stereophonics (2003)
Franz Ferdinand - Franz Ferdinand (2004)
The Ditty Bops - The Ditty Bops (2004)
Universal Audio - The Delgados (2004)
Don't Believe The Truth - Oasis (2005)
Employment - Kaiser Chiefs (2005)
Pushing The Senses - Feeder (2005)
Stars of the CCTV - Hard-Fi (2005)
Black Holes And Revelations - Muse (2006)
Inside In/ Inside Out - The Kooks (2006)
Making Dens - Mystery Jets (2006)
Robbers & Cowards - Cold War Kids (2006) 
Trompe-L'Oeil - Malajube (2006)
Sur Les Murs - 10 Rue D'La Madeleine (2006)
The Historical Conquests of Josh Ritter - Josh Ritter (2007)  
Flight Of The Conchords - Flight Of The Conchords (2008)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Sr. e Sra. Miller

O entrevistado seria Arthur Miller, dramaturgo norte-americano. O brasileiro, que estava nos Estados Unidos para aprender como os programas de televisão eram feitos e levar o know how ao Brasil, aproveitou a estadia para conhecer personalidades que admirava – e conseguir alguns tostões com as entrevistas que venderia à Folha.
O jornalista-nas-horas-vagas bateu à porta da residência nova-iorquina e foi atendido pela esposa do Sr. Miller, uma loira baixa, descalça e sorridente, sem o glamour que exibia nas telas – os cabelos esvoaçantes e a maquiagem cinematográfica. Estupefato, apresentou-se e foi convidado a entrar.
Arthur Miller o recebeu e foram conversar em uma sala mais reservada. Logo no início, Sra. Miller interrompeu, avisando o marido de um compromisso importante que ele teria mais tarde, mas a entrevista duraria cerca de 40 minutos e não acarretaria em atraso, comentou o entrevistador. Naquela época, Miller era um dos investigados da famosa caçada às bruxas, quando o governo norte-americano perseguia e espionava supostos comunistas e simpatizantes.
Ao final da entrevista, o jornalista foi conduzido ao hall de entrada, onde aguardava pelo Sr. Miller, até a esposa do dramaturgo aparecer e ele se sentir na obrigação de trocar algumas palavras com a bela mulher.
- Gostei muito de seus filmes. Mesmo nos papéis menores, sua presença se destaca nas telas. All about Eve, The seven year itch
A jovem agradeceu e comentou o último projeto, no qual atuou e produziu, e que não resultou em um bom filme. Em seguida, revelou o passo seguinte de sua carreira.
- O meu próximo trabalho será escrito e dirigido por Billy Wilder, uma comédia sobre gangsters chamada Some like it hot.
- Some like it hot? Mas o que quer dizer?
- É o estilo de jazz da época, os protagonistas são músicos.
De repente, o Sr. Miller aparece e interrompe a rápida, porém interessante, conversa. O jornalista vai embora e, cinquenta anos depois, relata o nostálgico dia em que conheceu Marilyn Monroe.


Baseado nos relatos de Alberto de Moya.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Desabafos urbanos

O mundo até poderia ser um lugar agradável para viver, se não fossem as pessoas que vivem nele.


O ônibus cheio sacoleja e os passageiros que precisam descer antes se apertam próximos à porta para não perder o ponto. Precavida, pergunto à mulher que pede licença para passar à minha frente:
- Você vai descer no próximo?
- Vou.
Só se fosse próximo à puta que a pariu, porque eu desci dali a duas paradas e ela continuou lá parada na frente na porta.


Em algumas estações de metrô, há apenas a escada rolante para descer e para subir. Ou seja: você não tem a escada tradicional se estiver com pressa. Mas como a população é egoísta e despreocupada, manter a fofoca em dia na escada rolante é bem mais proveitoso do que deixar o lado esquerdo livre para quem realmente precisa ir a algum lugar. E dá-lhe um bando de lesado atrapalhando a vida dos outros!


Depender do transporte público me irrita mais porque eu tenho que aturar os outros. Não gosto de pessoas, sou uma individualista. Mas sou do tipo que respeita - ou seja, nem tão individualista assim. Detesto sentar no assento reservado aos idosos e tenho vontade de chutar quem senta e finge que não vê o senhor parado em pé na frente. Várias vezes já dei meu lugar do assento comum enquanto umas gordas - quase sempre são gordas - fingem que não veem.


E tem outro fator irritante: os pobres metidos a bonzões. É só conseguir um crediário para parcelar o celular modernoso em dez vezes nas Casas Bahia que eles precisam esbanjar e mostrar o que têm. Assiste-se, ou melhor, ouve-se uma demonstração de mau gosto musical, falta de educação e pobreza. Afinal, não ter dinheiro para comprar um fone de ouvido é dose.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Fados, uma escolha acidental

Ontem assisti a Fados, de Carlos Saura. Não, eu não sou fã do gênero e nem do diretor. A escolha se deu porque os ingressos para I love you Phillip Morris, da programação da Mostra, estavam esgotados quase três horas antes da sessão. O plano B seria pegar um filme interessante que não demorasse a começar. Saí da Consolação insatisfeita com os outros filmes do HSBC Belas Artes - os melhores começariam bem mais tarde - e lembrei da promoção de quinta-feira do Espaço Unibanco, na Augusta, com preço mais convidativo. Lá, decidi por Fados.
Trata-se de um documentário-musical. Não contém análises sociológicas ou culturais sobre o gênero, nem músicos relatando suas relações com ele. Do início ao fim, traz diferentes artistas interpretando, de forma instrumental ou cantando, as diferentes vertentes do fado, de Angola a Portugal, passando por Brasil, Moçambique e Cabo Verde. Com a exceção de alguns cantos femininos agudos e estridentes e de canções mais enfadonhas do que as músicas mais chatas do Radiohead, Fados oferece um passeio pela cultura musical lusitana, onde olhos e ouvidos se encantam com a beleza das imagens construídas e conduzidas por Saura. Ao final, fiquei com vontade de ouvir mais fados instrumentais, com a sonoridade épica da guitarra portuguesa. 
O que eu conhecia do gênero se resume, de forma simples e direta, à participação do Madredeus no filme O céu de Lisboa, de Wim Wenders. Os músicos do grupo português, uns gajos muito elegantes, são excelentes, mas o vocal da cantora chegava a me irritar (percebe que não gosto de agudos?). Agora, Lisboa e outras cidadades lusas subiram na minha lista de lugares para visitar em um futuro não muito distante.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Papo calcinha

Sabe o que me broxa? Imagine o seguinte: homem de boné, óculos escuros (pior se forem espelhados), camiseta regata, bermuda florida e chinelão. Esse é o visual que me afasta de qualquer suposta atração física, seja quem for a pessoa. Não é preconceito, apenas um gosto refinado.
Não que eu seja apaixonada só por homens elegantemente vestidos – acrescente óculos de grau e perfume e terá um tipo hipnotizador. Mas relaxo e estilo praiano estão fora do meu radar de atenção. Ah sim, eu sou muito “Elaine” e escolho demais; só que olhar e admirar não arranca pedaço e é até mesmo divertido (ainda que muitas vezes seja frustrante torcer para o admirado notar – e nada).
Resumindo e girando 180º, eu não tenho necessariamente um tipo. E ando tão distante do mundo real que a distração se torna um escudo. Até quando agir assim? Não sei. Muitas vezes é menos dolorido imaginar histórias do que vivê-las. E vive-se acovardada.
“Josh Ritter, marry me! I wanna have your babies!” – deliro. Torna-se mais fácil rir de si mesma por imaginar encontros e declarações impossíveis do que seguir com aquele sorriso bobo de quem esqueceu a carteira em casa porque recebeu uma mensagem no celular capaz de causar pane no lado racional do cérebro.
Os dias se sucedem como uma paródia de O feitiço do tempo. A mesma canção diária no despertador, a mesma trilha sonora que transporta a mente cansada para um lugar distante do ônibus lotado e do metrô barulhento. É como se aquilo que ouço devesse ter acontecido, mas a árvore das decisões perdeu o ramo e interrompeu a trajetória…
Acho que preciso beber.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Joseph "Buster" Keaton

Buster, o salva-vidas

Buster, o desconfiado

Buster, o... apaixonado?

Buster, o apaixonado!



O desastroso Procura-se uma noiva (The Bachelor, 1999), estrelado por Chris O'Donnell e Renée Zellweger, é baseado em Os sete amores (Seven chances, 1925), de Buster Keaton. A diferença de 74 anos entre as películas comprova uma coisa: Jamais transforme uma obra de Keaton em um romance açucarado




Para se apaixonar mais ainda por Joseph "Buster" Keaton, ao som de About the boy

Créditos: SilentBuster