sábado, 23 de fevereiro de 2013

Mais notas cinematográficas

As aventuras de Pi: Drama e fantasia se misturam neste belo filme dirigido por Ang Lee, indo além do ponto de vista religioso - como alguns insistem em rotular. Longe de ser catequista, embora em determinados momentos pareça abusar do melodrama. Contudo, deve ser visto e analisado como um todo, já que cenas/sequências individuais apenas descontextualizam e enfraquecem a narrativa.

A viagem: Um filme grandioso, mas que carece de autocrítica e em determinados momentos traz um certo pedantismo filosófico - ou pseudo-filosófico mesmo. O trabalho de maquiagem, muitas vezes, torna os personagens grotescos, mas a escolha do elenco consegue aliviar esse ponto fraco.

A loja mágica de brinquedos: Um filme que não vai a lugar algum, desperdiçando apenas o talento e a empolgação do gênio Dustin Hoffman. Além de comprovar, quatro anos antes de Cisne Negro, que Natalie Portman não é uma protagonista muito eficiente.

ParaNorman: Um roteiro ambíguo que utiliza um garoto paranormal capaz de ver e interagir com fantasmas é o ponto de partida desta animação para discutir o bullying e os efeitos da violenta reação dos perturbados. Inteligente e voltado para o público pré e adolescente, perde por arrastar um pouco demais a trama.

Cães de Aluguel: Diálogos afiados sem Quentin Tarantino querer bancar o pretensioso - justamente o que se espera de um ótimo filme. O elenco fenomenal liderado por Harvey Keitel, Tim Roth e Steve Buscemi mostra que não é preciso muita "firula", apenas talento e criatividade para realizar um filme tenso e inesquecível.

Django Livre: Eis que no mesmo dia que assisti ao primeiro filme dirigido por Tarantino, decidi me aventurar por sua obra mais recente. É apenas um espetáculo de violência e referências, que busca humor no exagero, mas contém somente uma sequência que realmente merece risos - a da Ku Klux Klan. Considero o pior do currículo do diretor até o momento.

O lado bom da vida: Comédia romântica convencional, no melhor estilo good feeling. Apesar das boas atuações e de um ou outro momento memorável, é um filme longe de ser marcante. Ah, a trilha sonora é muito boa também.

Eulogy: Comédia engraçadinha que surpreende por Zooey Deschanel atuar melhor do que o costume. Mas o destaque fica mesmo por conta de Ray Romano (da série Everybody Loves Raymond) e seu ótimo timing cômico. Enfim, tão despretensioso que dá para passar o tempo.

O Pagamento Final: Filmão dirigido por Brian DePalma. Al Pacino arrasa, mas Sean Penn rouba as cenas em que aparece. O ótimo roteiro - destaco também a montagem - prende a atenção, enquanto DePalma constrói cenas e sequências com maestria, em especial a parte da estação de trem, remetendo claramente ao clássico Os Intocáveis.

Os Sete Suspeitos: Baseado no jogo de tabuleiro Detetive, é uma comédia oitentista fraca e sem-graça. A intenção dos produtores foi boa, mas é apenas um filme cansativo que dispersa a atenção.

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