quarta-feira, 14 de março de 2012

Extrafeliz :-D


Não que eu seja depressiva e/ou melancólica, mas de alguma forma identifiquei-me com esta frase - um tweet do ator e comediante Albert Brooks. É puro humor judaico - um dos meus favoritos, junto com o humor (ácido) inglês -, de certa forma engraçado, mas com uma essência pessimista e trágica.
Longe de ser a "Rainha da Tragédia", mas quando as coisas dão certo numa sequência linear de tempo e aquele sentimento de felicidade aflora instantaneamente, dentro de mim pareço aguardar a revanche que fará com que me sinta pra baixo de novo. Coisa de neurótica e pessimista - e de alguma maneira, coisa minha.
Talvez porque eu tive (muitas) experiências decepcionantes com a expectativa e já tenha me cansado de sentir assim, então acabo desconfiando de quando me sinto extrafeliz, esperando o que vai me derrubar em seguida. 
Pessoas felizes e radiantes que vêm me dizer "ah, não seja assim, não pense assim! Carpe Diem!", só digo uma coisa: Se você assistiu a Sociedade dos Poetas Mortos, não venha me dizer Carpe Diem, pois sabe muito bem como termina a história.

Sobre a autora: uma vez foi a uma dessas palestras motivacionais e saiu de lá mais mal humorada e desmotivada. Não mexa com ela - ela ladra E morde.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Da série...

...Se eu fosse babá


Jamie Bell

domingo, 11 de março de 2012

Desafio musical - parte 26

126) Uma música para dar uma volta na rua: The Strokes, Last Night
Pela batida e pelos riffezinhos maneiros.



127) Uma música para fazer esporte: Queen, We Will Rock You
Seja competitivo ou não.



128) Uma música para jogar cartas: Lady Gaga, Poker Face
Afe, detesto jogar cartas! Mas se é para escolher, vai uma música bem ruim e de uma pseudocantora hahaha!



129) Uma música que você não gostava, mas hoje em dia gosta: Tears For Fears, Woman in Chains
Raramente passo a gostar de algo que não gostava, como num passe de mágica. Mas eu achava essa no Tears For Fears muito chata - não que hoje em dia adore, só acho OK.



130) Uma música que você odiava e hoje gosta:
Idem item acima. E vale mais ainda para "odiar" - impossível passar a gostar de algo que eu odiava antes.

sábado, 10 de março de 2012

Pensando nas férias

Às vezes sinto falta do frio na barriga e da ansiedade. São sensações que me fazem pensar, por um segundo, em desistir de tudo e voltar à rotina e ao conforto, mas nos 59 segundos seguintes os planos continuam despertando minha mente e a botam para trabalhar. Daí, na hora de dormir, meu cérebro começa a viajar, enquanto meu corpo continua ali, imóvel.
Aos poucos, os planos começam a ser delineados. E a proximidade da data me faz pensar que preciso ser mais rápida para decidir sobre o que irei realmente fazer. Explico: vou tirar férias curtas daqui a um mês e outra mais longa em alguns meses. A primeira está quase certa (vou viajar por aqui mesmo, então não tenho muito o que resolver), mas na segunda quero fazer algo diferente, que vai depender de mais força de vontade, planejamento e dinheiro. 
Já comecei a ler o guia de viagem e, aos poucos, vou tendo certeza de onde quero ir e do que quero fazer. Em abril preciso estar com tudo tudo acertado - passagens compradas e roteiro delimitado -, para nos meses seguintes ficar mais tranquila para pensar em outros detalhes, como escolher agências no próprio país, ver se vale mais a pena hotel, hostel ou couch surfing, o que exatamente levar e como me virar para lavar a roupa... essa parte chata.
A falta de férias me deixa ou com estresse ou com desânimo. E para mim elas não foram feitas para simplesmente descansar ou colocar outros assuntos pessoais em dia: servem para eu me desligar e ter um tempo só meu, longe de aborrecimentos. Sentir novos ares e não me preocupar tanto com os ponteiros do relógio (detalhe: foi assim que passei o dia inteiro no museu de Wellington e não tive tempo de ver tudo, pois a hora de fechar chegou antes que eu lembrasse dela). Desligar da correria e barulho dessa cidade que eu gosto, mas que me deixa enjoada de vez em quando. 
O único tic tac que quero escutar é o da minha cabeça pensando e contando os minutos para levantar da cama e fazer algo que não seja nada rotineiro. Veremos.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Nada, não

Aquela vontade de dizer alguma coisa estava engasgada na garganta. Muda, olhou para um lado e para o outro, procurando uma maneira de expressar o que queria. Levantou o copo de plástico e levou o canudo à boca, sugando o resto da bebida até fazer barulho, como uma criança que parecia forçar para que mais líquido aparecesse magicamente ali. 
Abandonou o copo na mesa e olhou para o relógio. Tirou o celular da bolsa e olhou as horas, como se quisesse comparar qual estava correto. As mãos se juntaram em movimentos inúteis que denotavam ansiedade - e a vontade de dizer aquilo ia e voltava, como se ensaiasse e, no momento preciso, desistisse. Ao notar aquele comportamento estranho, ele levantou as sobrancelhas e perguntou se havia algo errado, se queria ir embora ou fazer algo mais. A resposta negativa mal disfarçada não incentivou insistência alguma. OK, deixaria como estava.
Incomodado com o silêncio, puxou uma história da memória e começou a contá-la entusiasmado, como se desejasse propor uma reação semelhante. O sorriso sem graça imediatamente fez com que desistisse de contar qualquer outra coisa naquela noite. Decidiu pedir a conta e, assim que pagaram, ele se levantou e inventou uma dor de cabeça qualquer. Ela abriu a boca para falar, mas mudou de ideia imediatamente e forjou um bocejo acompanhado de um aceno com a cabeça, concordando que também não se sentia muito bem.
Antes de cada um seguir seu caminho, despediram-se com um frio beijo na bochecha. Assim que ele virou as costas, ela murmurou algo que não pôde ser compreendido. Ele se virou e se aproximou, insistindo em saber o que era, o que ela gostaria tanto de dizer a noite toda e por quê se conteve. Com os olhos brilhando, ensaiou mentalmente, mas ao invés de falar o que martelava na cabeça, suspirou e respondeu.
- Nada, não.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Mais notas cinematográficas

As Pontes de Toko-Ri: Estrelado pelo meu ator favorito (William Holden), apresenta uma história de guerra diferente da que o cinema hollywoodiano costumava retratar até a década de 1950 - neste caso, a da Coreia. É um filme sentimental, mas não sentimentalista, sem deixar de lado ótimas sequências de ação, como o bombardeio das pontes do título e a luta final pela sobrevivência.

A invenção de Hugo Cabret: Sabe aquele tipo de filme que não consegue ultrapassar a barreira do tecnicamente impecável? Felizmente Martin Scorsese faz isso nos últimos 30 minutos de projeção - coincidência ou não, é justamente quando Michael Stuhlbarg entra em cena. Um roteiro que deixa um pouco a desejar, embora a homenagem a Georges Meliès e aos clássicos do cinema silencioso emocione os amantes da sétima arte.

Agente 117 - Uma aventura no Cairo: Deliciosa comédia francesa (e não só pela presença de Jean Dujardin) que parodia filmes de espionagem, com um roteiro recheado de bons diálogos e frases de efeito, sem contar as gags visuais conduzidas pelo oscarizado Michel Hazanavicius. Engraçado e absurdo na medida certa.

Agente 117 - Rio não responde mais: Sequência não tão genial do Agente 117 de Hazanavicius, mas ainda assim tem vários momentos memoráveis, como a orgia de hippies em uma praia carioca (o filme foi rodado no Brasil), com direito a Dujardin mostrando seu derrière

Reencontrando a felicidade: Bom drama de John Cameron Mitchell, estrelado por Nicole Kidman (indicada a prêmios por sua atuação) e Aaron Eckhart como um casal que tenta superar a perda traumática do filho. Esperava um desenvolvimento mais profundo da trama, pois achei um tanto frio por tratar de um tema como esse.

Assalto ao carro forte: Embora tenha assistido só pela presença do meu francês preferido de 2012 (er, Dujardin), achei interessante o enredo sobre uma empresa de transporte de bens valiosos à beira da falência enquanto seus funcionários vivem a neurose diária de ou perder o emprego ou a vida em um assalto.

A hora do espanto: Remake do (agora) cultuado terrir dos anos 1980. Não acrescenta nada de novo, a não ser efeitos visuais muito melhores, mas o charme do original vinha justamente da tosquice. Embora Colin Farrell se esforce com seu sex appeal, é David Tennant que conquista como o bizarro anti-herói expert em vampiros.

Sobrenatural: Suspense que garante um susto ou outro na primeira metade, mas desanda do meio para o fim. Com um vilão que chega a ser risível e uma trama cheia de clichês do gênero, não acrescenta nada a filmes sobre espíritos.

sábado, 3 de março de 2012

Desafio musical - parte 25

121) Uma música do seu álbum preferido: Oasis, The Masterplan (da coletânea de lados B de mesmo nome)
Não é meu álbum preferido - mesmo porque não tenho um -, mas está entre os favoritos.



122) Uma música que você tenha vergonha de gostar: Spice Girls, 2 Become 1
Detesto as Spice Girls e a letra dessa música é terrível, mas... eu gosto! Kill me!



123) Uma música que alguém tenha te apresentado: The Vaccines, If You Wanna
A Re postou no Facebook e recomendou a banda. Não curti tanto o álbum, mas esta música é legal.



124) Uma música da sua região: Ira!, Flores em você
Da banda paulistaníssima Ira!.



125) Uma música pra ouvir sozinho: Josh Ritter, In the Dark
Tão gostosinha de ouvir e perfeita quando se está sozinha.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Top 6 cinematográfico versão 2012

Versão 2010
Versão 2009

Atores/atrizes que gostaria de abraçar:
1. Dustin Hoffman
2. Alan Rickman
3. Wagner Moura
4. Amy Poehler
5. Diane Keaton
6. Meryl Streep


Atores com as quais gostaria de sentar, tomar um drink e conversar sobre a vida:
1. Tom Hiddleston
2. Simon Pegg
3. Paul Giamatti  
4. Aziz Ansari
5. Donald Glover
6. Jason Schwartzman


Diretores com os quais gostaria de fazer o mesmo do item acima:
1. Edgar Wright
2. Irmãos Coen
3. Woody Allen
4. Charlie Kaufman
5. Peter Jackson
6. Riddley Scott


Atores que me fazem ter pensamentos pecaminosos:
1. Michael Fassbender
2. Jean Dujardin
3. Aaron Eckhart
4. Tom Hiddleston
5. Ryan Gosling
6. Benedict Cumberbatch


Atores que eu gostaria de fazer cafuné:
1. Andrew Garfield
2. James McAvoy
3. Hugh Dancy
4. Chris Pine
5. Chris O'Dowd
6. Bret McKenzie


Atrizes que me fazem invejar a beleza:
1. Anne Hathaway
2. Emily Blunt
3. Emma Watson
4. Romola Garai
5. Amy Adams
6. Rosario Dawson


Remakes favoritos (sem necessariamente eu ter assistido ao original):
1. Bravura Indômita
2. Enigma do outro mundo
3. Os infiltrados
4. Os indomáveis
5. A fantástica fábrica de chocolate
6. Sob o domínio do mal


Filmes que me deixam feliz
1. Cantando na chuva
2. Meia noite em Paris
3. Diabo a quatro
4. O fabuloso destino de Amélie Poulain
5. De volta para o futuro
6. O Artista


Filmes ruins:
1. Calígula
2. A filha do chefe
3. Os babacas
4. Segundas Intenções
5. O turista
6. Tudo para ficar com ele


Ícones do cinema que eu gostaria de ter conhecido (um item muito difícil de mudar!):
1. Audrey Hepburn
2. Buster Keaton
3. Gene Kelly
4. William Holden
5. Charlie Chaplin
6. James Stewart

quinta-feira, 1 de março de 2012

Relatos de uma semana (muito) quente

A semana foi quente. Não no sentido de "novidades" ou "safadezas". É que fez muito calor mesmo. Hoje, por exemplo, os termômetros marcaram 34,5ºC! Mas eu não desfrutei dessa alta temperatura, uma vez que trabalho em escritório e sento bem embaixo do ar condicionado. Pode parecer engraçado o que vou dizer, mas quando saí da sala gelada e senti aquele baque de mormaço, deu até alívio.
Porém, ao invés de aproveitar um pouco mais o calor, lá fui eu me enfiar em outra sala com ar condicionado: o cinema. Albert Nobbs ou A Dama de Ferro? Nhé, não estava com humor para ver nenhum dos dois - assisti aos trailers e tinham cara de ser muito chatos, nada muito convidativo para um dia como hoje. Então, sobrou O Artista. Mas que pena, eu já tinha visto. Dane-se, queria assistir de novo!
Muito previsível, sabia tudoo  que aconteceria. Aquele sorriso largo do Jean Dujardin. Os passos de dança desengonçados da Bérénice Bejo. As fofices do Huggie. Uma sessão adorável para fechar a noite sorrindo. E rindo com o espectador atrás de mim explicando uma cena muito óbvia, como se a pessoa ao seu lado não tivesse entendido o "BANG!". E a moça  comentando que o Jean Dujardin parecia o Raj de Caminho das Índias: "tem cara de macho e é charmoso".
Vinte e quatro horas atrás eu estava em casa, vendo um filme em DVD. Mais cedo, havia acordado antes do horário normal para uma entrevista para uma matéria. No consultório lindo de uma psicóloga, super-bem decorado e aconchegante, tocava uns jazz standards alternados com ópera. O assunto da conversa até me fez citar O Pequeno Nicolau e lembrar de alguns episódios de Arrested Development envolvendo Lucille e Buster (mãe e filho). Só pensei: "ceús, como minhas referências são pop!". E o pior foi ouvir a gravação da entrevista e perceber que ainda tenho um sotaque puxando o "R". Preciso melhorar nisso.
Apesar de quase ter derretido (antes de adentrar na redação, onde congelei um pouco), foram dias bons para sonhar acordada e usar saia e vestido. Sem pretensão alguma, mas sem más notícias, pelo menos.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Em dia de Oscar...

... dou uma de que não liga, mas fico ansiosa para chegar logo o horário. Não vou repetir o que escrevi ano passado, embora continue pensando mais ou menos da mesma maneira.
Este ano, dos nove indicados, não assisti O Homem que Mudou o Jogo, Histórias Cruzadas e Tão Forte e Tão Perto. Destes, só assistiria ao primeiro no cinema, pois o que li sobre os outros dois não me chamou muito a atenção a ponto de pagar caro num ingresso para ver na telona.
Os outros indicados a melhor filme em ordem de preferência:

1) O Artista - Ao contrário de muitos comentários, não acho que este seja um "filme de Oscar" (basta ver uma lista com os vencedores dos últimos 70 anos). Mas daí aparecem os "malas do contra", que gostam muito de algum filme que ficou fora ou um concorrente indicado. Sem querer generalizar, mas vejo o perfil de gente que acha Avatar (bocejo) e/ou Cisne Negro (bocejo novamente) o máximo. Pior são os argumentos de que "filme em preto e branco E mudo dá sono" ou que "a história é muito simplória". Mas como já mencionei antes, apaixonei-me por O Artista e nada tira o seu mérito.

1) Meia noite em Paris - Empate de preferência. Também já escrevi um comentário sobre este memorável filme de Woody Allen aqui.

2) A árvore da vida - Não achei extraordinário e, em alguns momentos, até fiquei impaciente. Mas a beleza da composição das imagens e a história central fizeram dele um filme diferente do que costumo assistir, a ponto de me emocionar e refletir sobre ele após o término da sessão.

3) A invenção de Hugo Cabret - Não querendo ser pedante, mas eu tiraria o Hugo Cabret e deixaria apenas "a invenção". Um longa (até bem mais do que necessário) metragem que parece perdido entre a fábula infantil e a declaração de amor ao cinema. Na primeira, Martin Scorsese não parece ter sido bem sucedido, mas na segunda, cativa e emociona.

4) Os Descendentes - Um daqueles tipos de filmes que não fazem a menor diferença na minha vida e que até esqueço ter assistido. Falava-se tanto na atuação de George Clooney que até esperei algo diferente do que ele costuma fazer - tipo Um homem misterioso -, mas é mais do mesmo. 

5) Cavalo de Guerra - Esse me deu sono de verdade. Desnecessariamente longo, piegas e com uma sequência forçada numa fazendinha francesa, que acaba gerando outra cena boba no final. Recomendado para quem considera Spielberg o maior gênio do cinema de todos os tempos e defende qualquer coisa que leve o nome do diretor/produtor.

Demais categorias compreendidas como "principais" 
Ator: Minha preferência se divide entre Jean Dujardin (O Artista) e Gary Oldman (O espião que sabia demais), mostrando que um ótimo ator não precisa de muitas palavras - ou nenhuma - para expressar o talento. Não vi o filme de Damián Bichir (Uma vida melhor não estreou), não achei a atuação do Clooney grande coisa e não gosto do Brad Pitt. 
Atriz: Não assisti a nenhum dos filmes pelos quais as atrizes foram indicadas - por falta de interesse (Millennium, A dama de ferro e Histórias Cruzadas), porque não tive tempo de ver (Albert Nobbs) ou ainda não estreou (Sete dias com Marilyn).
Ator coadjuvante: Só sei das atuações soberbas de Christopher Plummer (Toda forma de amor) e Nick Nolte (Guerreiro). 
Atriz coadjuvante: Outro que só conheço o trabalho de duas indicadas: Bérénice Bejo (O Artista) e Melissa McCarthy (Missão Madrinha de Casamento). Mas são trabalhos bem diferentes.
Diretor: Única categoria principal na qual posso palpitar sobre os cinco indicados! Como não considero o conjunto da obra (vide Martin Scorsese) nem o lado fangirl (Woody Allen), fico entre Michel Hazanavicius (O Artista) e Terrence Malick (A árvore da vida). 
Roteiro original: Só não vi Margin Call. Gosto dos demais indicados, mas me divido entre Meia noite em Paris e A Separação.
Roteiro adaptado: Nesta categoria, não conferi O Homem que Mudou o Jogo. E como não entendo a presença dos outros indicados (A invenção de Hugo Cabret, Os Descendentes e Tudo pelo poder), com certeza O Espião Que Sabia Demais é o que mais merece.
Trilha sonora original: Não é considerada categoria principal, mas como adoro trilhas sonoras e também posso palpitar sobre todas as indicadas, quero que a estatueta fique com John Williams (por As Aventuras de Tintin, e não o meloso Cavalo de Guerra) ou Ludovic Bource (O Artista).