quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Poucas palavras

Não vou publicar aqui reflexões nem listas sobre o ano que passou. Acho que já escrevi demais sobre ele ao decorrer dos tempos. Tampouco farei planos e promessas para o que vier a seguir.  
Tenho poucas palavras para expressar neste momento, o que por um lado pode ser bom. Talvez seja melhor registrar o trivial, como fiz em tantos momentos de minha existência blogueira. 
Não tem fim nem recomeço, mas uma continuidade em uma nova folha de calendário - que, aliás, em tempos digitais, nem utilizo mais. 

Aos que sonham, bons sonhos. Aos que acreditam, boa sorte. Aos que sobrevivem, boa luta.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Da série...

...Se eu fosse groupie


Nathan Hewitt (Cheatahs)



domingo, 21 de dezembro de 2014

Do momento

Quem me conhece sabe o quanto eu tenho me esforçado para sair desse turbilhão emotivo que parece uma escuridão que pode me engolir a qualquer hora do dia. O quanto tenho evitado escutar o que não quero, fazer o que não quero, dizer o que não quero, discutir em quaisquer circunstâncias... enfim, tolerar o que não quero. Tenho meus outros meios para desabafar, mas agora simplesmente me senti compelida a utilizar meu espaço para isso.
Eu tento me distrair muito para não ficar mal. Saio com amigos ou mesmo sozinha, para fazer algo que quero na hora, e não deixar para depois. Mas agora, as lembranças ruins simplesmente me agarraram e o choro não cessa. Eu tento pensar nas coisas boas que fiz recentemente. Se eu não tivesse ido e trabalhado na Comic Con, sinceramente, acho que teria ficado muito mal Por isso falo com tanto carinho daqueles quatro dias, que me cansaram muito, mas acrescentaram muito para mim também.
Quando repenso a minha posição como mulher, as coisas que ouvi nos últimos dois anos e até pelo que passei, fico profundamente entristecida. Por meses, coisas que pensei serem normais, não eram. Eu sei que não devo me culpar por minha própria mentalidade ter quase acabado comigo, mas queria muito ter pensado assim antes que várias dessas coisas me acontecessem.
Quando alguém em quem você confia faz e diz coisas que acabam com você com o passar do tempo, parece que foi tudo jogado no lixo. Apesar de falar desses acontecimentos com algumas pessoas, para tirar o peso que eles têm sobre mim, fazer-me um certo bem, eles não vão deixar de ter acontecido e muito menos deixar de estar atrelados a alguém. Eu já tentei encolhê-los e esmagá-los antes, tirar todo o significado que têm sobre mim, mas estarão sempre naqueles pontos do passado, sem poderem ser apagados, apenas enfraquecidos.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Top 10 - Diretores favoritos

O IMDB convida nomes do cinema para fazerem listas de 10 filmes favoritos. Recentemente, os famosos também contribuem com uma lista de diretores. Inspirada nisso - e na impossibilidade de enumerar apenas 10 películas -, elaborei minha lista de diretores favoritos. Difícil foi colocar na ordem de preferência, mas escolher os 10 até que foi fácil.

01) Luchino Visconti
Três obras imperdíveis: Rocco e Seus Irmãos, O Leopardo e Noites Brancas.

02) Stanley Kubrick
Três obras imperdíveis: Laranja Mecânica, 2001: Uma Odisseia no Espaço e Glória Feita de Sangue.

03) Martin Scorsese
Três obras imperdíveis: Os Bons Companheiros, Taxi Driver e O Lobo de Wall Street.

04) Ethan e Joel Coen
Três obras imperdíveis: Arizona Nunca Mais, Gosto de Sangue e Onde Os Fracos Não Têm Vez.

05) Edgar Wright
Três obras imperdíveis: Todo Mundo Quase Morto, Chumbo Grosso e a série de TV Spaced.

06) David Lean
Três obras imperdíveis: A Ponte do Rio Kwai, Lawrence da Arábia e Desencanto.

07) Federico Fellini
Três obras imperdíveis: A Estrada da Vida, 8 e 1/2 e Noites de Cabíria.

08) Woody Allen
Três obras imperdíveis: Hannah e Suas Irmãs, Annie Hall e A Rosa Púrpura do Cairo.

09) Billy Wilder
Três obras imperdíveis: Crepúsculo dos Deuses, Quanto Mais Quente Melhor e Se Meu Apartamento Falasse.

10) Charles Chaplin
Três obras imperdíveis: Em Busca do Ouro, O Grande Ditador e Tempos Modernos.

Poderia citar também... Akira Kurosawa, Francis Ford Coppola, Paul Thomas Anderson, Wes Anderson, Jean-Pierre Jeunet, David Fincher, Alfred Hitchcock, Ingmar Bergman, Eduardo Coutinho, Hayao Miyazaki e Juan José Campanella.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Música & Lágrimas

Esta música é tão linda que dói. A letra, a melodia, a interpretação... tudo. Chorei escutando. Sensibilidade é isso aí. Eu sempre me surpreendo quando canções me lembram eu mesma.

Strand of Oaks - Plymouth




Sometimes I move like shadow 
Sometimes I move like wind 
But most days I stop where I begin 

Naked in the Great Lakes 
Underneath the shine of Mars 
I begged my friend to just let me drift on 

Shower your loves with kisses
Shower the world with tears 
Take advantage of those who got you here

Let me roll, let me go 
Let me roll, let me go 
I’m bound to lose control 

I stopped listening to music 
I kept writing the same song 
Comfort doesn’t mean you're better off 

I met you when your hair was short 
And my ego had barely formed
It took a jug of wine just to ask you home

We took black and white pictures 
With your hooded sweatshirt on 
We were beautiful, broken, and young 

Let me roll, let me go 
Let me roll, let me go I
I’m bound to lose control

domingo, 14 de dezembro de 2014

Anti-heroísmo

Dificilmente um iniciante em uma loja de quadrinhos arriscaria levar este título lacrado em meio às suas compras de autores pop e com traços coloridos e amigáveis. Caso não tivesse assistido a American Splendor, alguns anos atrás, não sentiria nem uma curiosidade remota para colocar o livro na cesta - a não ser que pudesse folhear antes para ver se realmente iria curtir.


Vejamos, a capa é feia - um homem de traços grosseiros vestindo uma regata branca, que deixa à mostra a grande variedade de pelos que lhe revestem a pele. A cara de tiozão tarado, acenando pervertidamente, com uma bandeira descorada dos Estados Unidos logo atrás. O título acima não ajuda muito: Bob & Harv - Dois Anti-Heróis Americanos.

Não é uma publicação para um público seleto, especial ou expert. Mas um pouco de conhecimento cinematográfico poderia ajudar na hora da compra. Ora, Anti-Herói Americano - ou American Splendor -, aquele filme fabuloso de 2003 que trouxe Paul Giamatti no papel mais incrível de sua carreira; mistura de documentário, drama e comédia, temperado com ironia e sarcasmo e recheado de crônicas de Cleveland (este sim seria um título mais forte e rentável).

O filme foi amor à primeira assistida. Revi no dia seguinte à leitura da HQ, o que me causou certa estranheza, já que ainda lembrava de muita coisa dele e os quadrinhos estavam fresquíssimos na minha memória, foi como se um complementasse o outro. Mas a adaptação entra fácil nas minhas listas de filmes dos anos 2000, filmes baseados em HQs, filmes com narrativas criativas e filmes que me apresentaram à venerável fonte da adaptação.

Não espere atos de heroísmo ou rendições água com açúcar. Esporros, ruminações sócio-filosóficas, crônicas cotidianas e reflexões de um homem comum, chamado Harvey Pekar, capturadas pelo seu olhar ácido e transcritas em papel, ilustradas pelo famoso amigo, o artista Robert Crumb.

Não basta ler porque ficou cult, porque é quadrinho para adultos ou é um dos expoentes da arte underground norte-americana. É para ler para ser divertir, concordar com Harv, intrometer-se na folga do amigo, adentrar em uma repartição pública multiétnica e tentar entender o diálogo na hora do almoço. Ver-se em uma história e desaparecer na seguinte. Porque pessoas comuns também têm histórias fantásticas. Afinal, quer algo mais fantástico do que convencer o próprio amigo desenhista a dedicar tempo às suas histórias enquanto sua rotina continua a mesma após meia dúzia de edições publicadas país afora?

Porque sem mudanças drásticas, a vida continua. Somos os mesmos de ontem, talvez apenas mais sonhadores, irritados ou bem-humorados.


sábado, 13 de dezembro de 2014

O último/ a última...

... filme visto: Homens, Mulheres & Filhos
... episódio de série visto: S05 E08, de The Walking Dead
... maratona na Netflix: Adventure Time
... exposição visitada: Hans Hartung - Oficina do Gesto, no CCBB-SP
... livro lido: Bob & Harv - Dois Anti-heróis americanos, de Robert Crumb e Harvey Pekar
... álbum escutado: Volume III, de She & Him
... momento nerd intenso: tirar foto com cosplay na Comic Con Experience
... sonho de consumo realizado: um Galaxy Tab
... comprinha de mulher: um vestido com estampa de bolinhas >.<
... aventura gastronômica em restaurante: okonomiyaki, no Izakaya Issa

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Querida Zooey


Nunca tive nada contra você. Mas, após assistir a alguns filmes nos quais você assume papéis importantes para a narrativa, passei a tomar birra. Você aparece toda linda na tela, mas quando atua, logo percebo que algo não está bem. São as câmeras que te deixam meio tímida? É o excesso de luz? Ou a preocupação em não conseguir decorar todas as falas?
Você atua de um jeito feijão-com-arroz, embora os filmes que faça não exijam nada muito acima disso. É uma coisa meio preguiçosa, porque conseguimos nos encantar pelo seu estilo próprio, mas não pelas suas atuações e presença na tela. Daí, desisti de você.
Porém, quando te ouvi contando Stars Fell On Alabama, com o M. Ward, decidi dar mais uma chance - ao menos musicalmente falando. Por que você se expressa tão lindamente com a voz enquanto, na frente das câmeras, coloca-se no piloto automático para os seu olhões azuis cuidarem de tudo? 
Pois bem, Zooey, é isso que você é: uma folk star, uma moça que escolhe a dedo as canções clássicas de standard que vai gravar, reunindo-se com M. Ward para um brainstorm de ideias que rendem ótimas músicas, deliciosas de ouvir. E a sua voz é tão única neste universo pop onde gritar é pré-requisito, além de mostrar partes do corpos que podem ser cobertas até com uma minissaia e um top.
Então, Zooey, peço desculpas por tê-la subestimado. Sua dupla, She & Him, é adorável e parece querer me levar para viajar a uma época distante, em que as músicas pareciam dizer algo mais do que hoje em dia. São melodias quase perfeitas encaixadas nos lugares certos, a combinação de sua voz com a do Ward, a sintonia entre vocês torna esse projeto um must.


E ninguém acreditaria se eu contasse que Zooey Deschanel é uma de minhas artistas musicais favoritas da atualidade, com ou sem franja, com os olhos abertos ou fechados. O que importa é a moça por trás do microfone entoando canções que fazem sonhar.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Comic Con Experience - Dia 4

Em clima de "depressão pós Comic Con Experience", relembro os momentos inesquecíveis do último dia do evento. Depois de um trabalho pesado no sábado, o dia mais lotado, quente e maluco, que me rendeu bolha no pé e até dor nas costas, domingo foi até tranquilo. Embora o ar-condicionado não quisesse colaborar muito no Artists' Alley, mais tarde deu uma amenizada - claro que o fato de fechar mais cedo e de as pessoas saírem antes ajudou bastante.
Para começar, aquela volta pelo salão de exposição, com maquininha na mão e ar descontraído. Comprei mais livros de artista brasileiro independente e li ontem mesmo. Tietei o Groot, de Guardiões na Galáxia. Posso dizer que achei o cosplay mais legal do que a criatura digital do filme? Pois é sim! E ele praticamente me abraçou na foto. Achei tão fofo!
No momento do expediente, adivinha? Fui organizar fila. Desta vez, do Jorge Luís García-López, da DC Comics. Depois, dei uma mãozinha para ajeitar a fila do Gustavo Duarte e, depois... claro, Vitor e Lu Caffagi. Acho que eles foram os artistas brasileiros que mais autografaram. Na verdade, eles não só assinavam como faziam desenhos super-fofos para os fãs. 
Depois de jantar (ai, não aguentava mais aquele lanchinho), ouvi uma gritaria no Meet & Greet. "Jason! Jason! Jason!". Fui ver e o Jason Momoa estava tirando fotos com fãs que estavam fora da grade. Ele pegava celulares e fazia selfies com o pessoal no fundo. Gente, foi demais! Eu nunca assisti nada desse ator, mas ele me ganhou só com essa atitude, porque ele parece ser tão gente boa. Simpático e bonitão (ele é mais gato pessoalmente, acredite), ganhou o status de celebridade simpatia do evento.
O final foi se aproximando e todo mundo queria ir embora - digo, co-ordenadores e voluntários -, mas muitos artistas estavam firmes nos autógrafos, especialmente Timothy Zhan, escritor de livros do universo Star Wars, que me olhou se aproximando e achou que eu quisesse tirar foto com ele, mas fui tietar o Alex de Laranja Mecânica, que estava do lado dele hahaha. Só eu mesma...
Depois veio a co-ordenadora me perguntar se eu tinha visto um cosplayer com cabeça de unicórnio. "Não vi ninguém assim", respondi. Daí ela me contou a história: a pessoa estava barbarizando no evento, saía correndo, trombava com os outros, puxava bolsa, batia nos estandes... e não conseguiram saber quem era. Foi o único sem noção que apareceu por lá, e bem no final do último dia.

Eu gostei bastante de ter ido, aproveitado e trabalhado. Só que o trabalho desgasta, porque não tenho o costume de passar horas em pé. Mas eu sei que dificilmente pagaria para ir - fora que um dia só não teria graça, porque todos os dias são diferentes, tem pessoas novas, outros cosplayers. E ainda sobrou o dinheiro para comprar lá dentro, se eu pagasse pelo ingresso teria mais dó de comprar coisas. 
A CCXP do ano que vem já está confirmada, resta saber se será ao lado de casa - e se terei tanto ânimo para trabalhar nos quatro dias. Mas uma coisa é certa: eu já sei o quanto vale a pena ir.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Comic Con Experience - Dia 3

Não esfolei minha carteira na loja oficial do Dr. Who (as coisas são tão caras que fogem da realidade), em compensação meu pé... ai meu pé! Eu nem tinha entrado no meu turno ainda e ele já estava doendo. Fora o calor, pois o ar-condicionado não estava dando conta. Imagine só: 27ºC lá fora e o salão de exposição lotado. Eu cheguei a torcer para barrarem a entrada de visitantes, porque estava insuportável.
Não que meu trabalho estivesse muito tranquilo, mas eu dei uma escapada para ver o painel do presidente da Pixar (o único que eu realmente queria ver). Foram exibidos os sete minutos iniciais de Divertida Mente, a mais recente a animação da Pixar, e achei linda. Eu espero que eles mantenham a ótima premissa, porque gostei muito do que vi.
Mas foi dia de muito trabalho, ajudando a organizar filas de autógrafos do Vitor e Lu Cafaggi e do Fabio Moon e Gabriel Bá. Coincidentemente, duas duplas de irmãos artistas muito procurados no evento. E aproveitando que minha área é o Artists' Alley, dei prestígio ao quadrinho brasileiro. Porém, só comprei um, pois a grande maioria não aceita cartão e não levei muito dinheiro. Agora, tenho leitura para 2015 inteiro.
Sendo sábado, foi um dia muito familiar. Pai e filha, mãe e filho e famílias inteiras. Em alguns casos, eu reparava que o pai era o mais empolgado. Daí ele aproveitava para influenciar os filhos. Os cosplayers mirins também estavam animados, vestidos de heróis e encantados com os estandes oficiais. Muitos bebês também, mas tadinhos... com o calor e a barulheira, não deviam estar muito contentes. 
Chega uma hora que tudo cansa, a hora de ir embora se aproxima. Como o evento está mal sinalizado (não tem placa de saída!), tem que ficar no corredor respondendo "a saída é descendo as escadas, vira à esquerda". Fiquei me distraindo com o Alex de Laranja Mecânica no estande da Editora Aleph, que ficava mexendo com os passantes e assustava algumas pessoas. 

Dizem que o último dia será mais tranquilo, mas eu já sei que de manhã será um inferno, pois terá pré-estreia de O Hobbit, com presença do Richard Armitage (que homem!). Eu queria mais para ver o ator do que o filme (vai estrear de qualquer jeito...), só que não tenho paciência para acordar cedo e pegar fila. E como a #CCXP2014 termina às 20h, digamos que trabalharei pelo menos duas horas a menos. Uma boa pedida, já que meus pés não aguentam mais.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Comic Con Experience - Dia 2

O segundo dia da #CCXP2014 estava, definitivamente, mais cheio e mais organizado do que o primeiro. E isso em todos os quesitos: os voluntários (do qual faço parte) estão mais informados, os estandes mais completos e os cosplayers ainda melhores.
Falando em cosplayers, hoje eu vi o melhor de todos: o Homem Codorna. Quem não se lembra do Homem Codorna, o inesquecível super-herói do adorável desenho da Nickelodeon, Doug? Passava todos os dias na TV Cultura à noite e eu não perdia um sequer. É uma fantasia até que simples, mas estava tão... mágica! Eu não esperava mesmo encontrar um alter-ego do Doug na #CCXP2014.
Também encontrei a Jessica Rabbit (marmanjos babando, obviamente, com a caracterização da moça) e duas meninas fantasiadas de Loki. Digamos que Loki é fantasia de menina, porque não vi nenhum garoto como o melhor vilão da Marvel.
O melhor dos cosplayers é como adoram tirar foto. Eles não adoram, aliás, amam! Eles devem ganhar um dia com cada um que pede foto, pois é uma forma de elogio ao trabalho deles - chegar, se arrumar no camarim, ficar o máximo parecido possível com o personagem, fora o dinheiro e o tempo que se dedicam à fantasia. Eu vi o Punisher hoje e ele tinha mesmo cara de mau. O Wolverine gato (que homem, te juro...) também faz aquela cara de Hugh Jackman com raiva antes de fazer a foto. Eles atuam de uma maneira meio canastra, mas divertem.
Antes do meu turno, aproveitei para passear, ver lojas, colecionáveis, livros etc. Fui parar na Comix. Não queria arriscar muito, então peguei Tintin, Asterix, Luluzinha, American Splendor e Loki. Queria comprar mais umas coisinhas, mas a loja oficial do Dr. Who resolveu abrir só a partir do terceiro dia, então vou dar mais uma esfolada na minha carteira depois.

É divertido, mas é cansativo ao mesmo tempo. E só de pensar "estou aqui e as pessoas me procuram para pedir informações", já vale a dor no pé. Sábado tem tudo para ser o dia mais épico de todos - e mais cheio também. Muito trabalho, algumas compras e um nerd ou outro para suspirar discretamente pelos corredores. Afinal, ninguém é de ferro.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Comic Con Experience - Dia 1

Ontem começou a #CCXP2014, um dos eventos mais aguardados do ano. E assim que surgiu a chance de me inscrever para o programa de voluntários, não pensei nem uma vez e meia: já comecei a preencher o formulário com meus dados, torcendo para ser selecionada. Afinal, eu não trabalharia apenas quatro dias, mas teria a oportunidade de frequentar o evento e curtir como outros visitantes - até chegar o horário do meu expediente voluntário.
Já tirei algumas fotos assim que cheguei (pretendo publicá-las no meu perfil social semana que vem). Aproveitei para compartilhar o que foi possível pelo meu Instagram, para deixar bonitinho e registrado alguns momentos. Não vi muitos famosos - só o pessoal do Omelete e do Jovem Nerd. Mas também, não sou caçadora de celebridades, e passei a maior parte do tempo em trabalho.
O evento está bem divertido, com cosplayers profissionais e cospobres querendo ser promovidos. Visitantes saindo com sacolas cheias de livros, revistas e colecionáveis. Tive a sorte de encontrar somente pessoas solícitas e simpáticas, gente empolgada e ansiosa, todos educados.
Comprei apenas uma plaquinha de Dr. Who (ver no meu Instagram, linkado acima), mas pretendo gastar um pouco mais nos outros dias - afinal, economizei na Black Friday para quê? Hehehe.
Mas uma das melhores partes é reencontrar amigos que não vejo há meses (anos?), mas a correria permitiu apenas colocar os assuntos em dia com a Stephanie, minha ex-chefe no Cine Splendor. 

Agora, resta-me descansar, porque meu corpo dói e minha cabeça parece balançar de um lado para o outro. Sexta tem mais. E sábado. E domingo. Se virem uma baixinha de camiseta oficial amarela e com os cabelos presos, no Artists' Alley, provavelmente serei eu.

E boa sorte para mim no segundo dia, pré-fim de semana e prova de força. Foi bom demais, mas seria épico se fosse ainda melhor.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Últimos filmes e séries assistidos

Woody Allen - A Documentary (Netflix): Documentário dirigido por Robert B. Weide para a emissora de TV norte-americana PBS. Recomendado para fãs e pessoas interessadas em saber mais sobre a carreira e os filmes de Allen. O filme deixa a polêmica de lado, sem aprofundar na vida pessoal do cineasta (não traz nada que o público já não saiba).

Morte em Veneza (mostra especial do Caixa Belas Artes): Belo drama dirigido pelo mestre Luchino Visconti, que adapta o livro de mesmo nome escrito por Thomas Mann. Com poucos diálogos, a força da película vem das imagens, cujo silêncio é preenchido pela poderosa música de Gustav Mahler, compositor que inspirou na criação do protagonista da obra. Um filme filosófico repleto de significados.

Mil Vezes Boa Noite (cinema): Juliette Binoche comprova o que todos já sabem - é uma excelente atriz que se dá ao luxo de escolher seus filmes a dedo. Ela interpreta uma fotógrafa de guerra casada e com duas filhas, que é pressionada pelo marido para decidir entre a família e a bem-sucedida, porém perigosa carreira. O filme reflete sobre o papel da mulher na sociedade moderna e seus desejos pessoais e profissionais.

Tiempo de Valientes (Netflix): Boa comédia policial argentina, do mesmo diretor e roteirista do ótimo Relatos Selvagens. Aqui, um psicanalista precisa acompanhar um policial deprimido enquanto este faz uma investigação criminal. O longa conta ainda com boas doses de ação e uma dupla de protagonistas que foge do estereótipo de filmes do gênero.

Swimming with Sharks (Netflix): Kevin Spacey 20 anos mais jovem é o principal motivo para conferir este pretensioso filme de humor negro, no qual interpreta um chefe psicótico que lembra muito seu personagem na comédia pastelão Quero Matar Meu Chefe. Fora isso, não acrescenta muito à lista de filmes de ninguém.

Interestelar (cinema): O rei do hype Christopher Nolan chupinha 2001: Uma Odisseia no Espaço em vários momentos - até no sarcasmo, já que seus robôs são tão opostos ao Hal 9000 que fica claro como ele queria evitar comparações. Não é tecnicamente tão primoroso quanto Gravidade, nem filosófico como 2001, mas tem o lugar garantido entre os filmes de ficção científica dos últimos 30 anos, mesmo com diálogos incrivelmente expositivos e sequências tão anticlímax que dão sono.

Quero Matar Meu Chefe 2 (pré-estreia): Ligeiramente melhor que o primeiro filme, que já não era grande coisa. Aqui, o destaque vai para Chris Pine, que consegue se destacar com um personagem tão louco quanto carismático. Algumas cenas fazem rir, mas outras apenas comprovam a falta de originalidade das comédias blockbuster americanas.

Dépression et des pots (Netflix): Simpática comédia francesa que aborda a depressão em um grupo de homens em seus trinta e tantos anos. Situações engaçadas, algumas um pouco exageradas, mas no geral é um bom filme. Sem contar a trilha sonora com Noah and the Whale, Avett Brothers e Oasis.

Sétimo (cinema): Outro filme argentino estrelado pelo onipresente Ricardo Darín. E, mais uma vez, um suspense. Embora se perca em alguns diálogos expositivos e na pretensão de querer surpreender o espectador, consegue cumprir a premissa com eficiência. Mas não espere a genialidade que marca muitas obras argentinas contemporâneas.

Séries
Ripper Street (1ª e 2ª temporadas na Netflix): Eu não sou muito fã de histórias sobre investigação criminal, mas Ripper Street (BBC) acerta justamente por contextualizar a trama na Era Vitoriana, poucos meses após Jack, o estripador cometer seu último crime. Ótimos personagens e roteiro fazem com que esta série se transforme em um vício para quem gosta de filmes de época.

Lillyhammer (3ª temporada recém-chegada na Netflix): Um mafioso nova-iorquino em uma pacata cidade norueguesa é o ponto de partida desta despretensiosa e divertida série norueguesa distribuída pela Netflix. Personagens caricatos e estereótipos propositais fazem a graça desta comédia de humor negro, que tem Steve Van Zandt (guitarrista da E Street Band, que se apresenta com Bruce Springsteen) como protagonista. 

The Walking Dead (5ª temporada na mid-season): Esta temporada de The Walking Dead está surpreendente. Nem imagino o que possa acontecer quando a série voltar, em fevereiro. Reviravoltas inteligentes marcaram os últimos episódios, que acertaram por focar naqueles personagens que a gente nem dava muita bola, mas passou a gostar. Afinal, nem só de Ricks, Michonnes e Daryls se faz uma série emotiva de ação.

domingo, 30 de novembro de 2014

Meu (atual) livro de cabeceira

Descobri Robert Doisneau quando era uma pessoa extremamente comprometida com meu Tumblr, programando atualizações de postagens várias vezes ao dia. Deve ter sido em 2010, quando decidi pesquisar trabalhos de fotógrafos em sites de fotografia. Encontrei vários por quem me apaixonei, sendo os principais deles André Kertész e Robert Doisneau. Ambos, aliás, profissionais talentosíssimos na composição de imagens, mas com outra característica em comum que me atraiu tanto: o clique no momento "certo" (embora o primeiro tenha um estilo mais artístico, como um diretor).

Já fui a exposições de fotos de ambos (sou uma pessoa de sorte, consegui ver obras de dois dos meus maiores ídolos da fotografia), sendo a de Kertész em São Paulo e a de Doisneau no Rio de Janeiro - uma coincidência cósmica, já que estava dando uma volta pelo centro da cidade quando resolvi entrar em um centro cultural que desconhecia e, pasmem, estava tendo uma exposição dele que nunca aterrissou em São Paulo.

Mas o tema deste post é o meu atual livro de cabeceira, então vou adiantar um pouco o assunto: Paris Doisneau, da Cosac Naify. Aproveitei a promoção do dia (cada dia tem um livro com 35% de desconto), que aliás, foi descoberta por pura coincidência também: eu nem sabia que a Cosac Naify realizava essa promoção, pois, apesar de segui-la no Twitter, ainda não tinha visto nada sobre. Daí acordei num domingo, peguei meu celular, abri o Twitter e vibrei quando vi o tweet da promoção. "É hoje!", empolguei-me.

Novo livro de cabeceira

O livro demorou vários dias para chegar, devido a greve dos Correios, mas quando chegou, eu me senti realizada. Desde então, Paris Doisneau é o livro que folheio todas as noites, antes de dormir. Daí quando o sono bate forte, eu fecho e deixo para continuar na noite seguinte.

Às vezes, encontro uma foto muito curiosa, daí sinto aquele impulso de "tirar foto da foto". Em seguida, penso, "ah, quero mostrar para outras pessoas também", e compartilho. São cliques singelos, mas ao mesmo tempo complexos, pois contêm uma narrativa que talvez só aquelas pessoas e o próprio fotógrafo entendam. Alguns textos e legendas ajudam a compreender, mas dá vontade de simplesmente interpretar a imagem por conta própria e imaginar uma história para ela e seus personagens.

Para uma pessoa como eu, que sempre viveu (ou sonhou) no mundo da Lua, pinturas e fotografias são como um tipo especial de oxigênio, que precisa ser absorvido com frequência. E Doisneau é um desses artistas que me faz dormir feliz, por constatar que o dom da sensibilidade vai além da imaginação.

Casa de papelão, 1957 - ©Robert Doisneau

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Distância recíproca

Aquela sensação de sentir o peito sendo rasgado enquanto a cabeça repousa sobre o travesseiro e o corpo apresenta os sinais de cansaço noturno. As lembranças que custaram a se dissipar de repente retornam como uma bomba.
É só ele reaparecer que eu fico mal. Eu até me culpo daquilo que não tenho obrigação nenhuma de fazer. Eu me diminuo, recordo situações que me fizeram muito mal - aqueles acontecimentos que ganham dimensão com o tempo, como se na época eu fosse uma mocinha que não entendia tão bem como as coisas deveriam ser.
Uma vez que ele ressurge, levo alguns dias para me recuperar. Às vezes, tenho medo de que outra pessoa me faça sentir assim, mas ao mesmo tempo tenho consciência de que sou mais sábia hoje, de que raciocino melhor e de que tenho uma voz que, se não for ouvida, tão pouco será abafada.
Há muito mais que eu gostaria de dizer, mas me calo para me distanciar. E espero que a distância seja recíproca, pois cada vez mais eu percebo o quanto é melhor me afastar. Porque eu não estou sozinha e não me sinto solitária - ao contrário de quando eu me sentia assim mesmo ao lado dele.
E é impressionante também como os outros notam como ele me faz sentir quando se aproxima. Eu mesma não consigo disfarçar a apatia que toma conta de mim e a mágoa que me arranca lágrimas no meio do dia ou da noite. O meu sofrimento só eu sinto. Por isso, eu tenho que me preocupar com ele, pois é o que me derruba às vezes e me faz sentir culpa por não ter reagido antes.

Aqui, na noite silenciosa, eu não o procuro mais para desabafar. Não o faço recordar as atitudes erradas. Não conto como ainda me sinto por determinada coisa que me disse. Não quero tornar sua vida mais complicada do que já deve ser. Mas também não quero que complique a minha. E não quero mais precisar me expressar em palavras neste meio todas as vezes em que reaparecer. Só quero dormir sem ter que secar as lágrimas que escorrem lentamente em meu rosto triste e cansado.


terça-feira, 18 de novembro de 2014

Um amor de banda


Tempo de voltar à adolesc... ou melhor, há cerca de um ano e meio, quando vi The Black Keys no Lollapalooza e me apaixonei ainda mais pelo Dan Auerbach (ah Dan, jamais haverá outro homem como você lol). E fiquei deprezinha porque queria uma show daqueles toda semana, mesmo que com isso meu tempo de vida diminuísse consideravelmente, porque eu ia morrer um pouco a cada show e encurtar a minha existência neste planeta.

Black Keys, minha droga, meu vício, minha felicidade numa porção de músicas, em uns riffs de guitarra, em uma voz repleta de paixão, em umas batidas mais fortes do que meu coração apaixonado. Dan, meu deus da barba ruiva (mas ele está sem barba agora). Então tá, meu deus ruivo que adora sussurrar suas canções no meu ouvindo.

Trazendo um pouco mais de vida, mais sorrisos bobos, mais fantasias loucas, mais vontade de voltar no tempo... ou acelerar para vê-los de novo. Ninguém precisa entender os sentidos que vocês trazem para mim. Cinema, arte & Black Keys. Apenas isso. Mais disso. Muito disso. Até o fim.

*este post foi escrito enquanto eu assisto ao live streaming de um show do Black Keys que está acontecendo em Austin, TX, no ACL*

*e choro enquanto o Dan canta em falseto, coisa mais linda do universo, difícil alguém me emocionar assim*

sábado, 15 de novembro de 2014

O último/ A última...

...Filme visto no cinema: Morte em Veneza, de Luchino Visconti (mon amour!)
...Filme novo visto no cinema: Relatos Selvagens
...Episódio de série visto: S05E05 de Doctor Who
...Série para a lista de favoritas: Ripper Street
...Desejo prestes a ser realizado: Quatro dias na CCXP!
...Ídolo para a minha lista: Oki Sato, designer da Nendo
...Aventura gastronômica em restaurante: Udon, no Sushiguen
...Comprinha de mulher: blusinhas listradas
...Objeto de desejo: Melissa by Campana

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

O menino e a banana

Hoje foi um daqueles dias de humor flutuante. Daí, quando menos esperava, vi este gif - e fiquei profundamente comovida com ele. Não foi aquela comoção de chorar, mas de ficar olhando a cena se repetir em looping infinito, admirando tudo: a reação, a história por trás, a satisfação no final.
Eu, que nunca foi uma fã de frutas, quis ser este menino. Queria receber um presente tão simples quanto uma banana e sentir a felicidade da minha vida, descascá-la e saboreá-la com prazer; ser grata a quem me deu algo tão sincero, sabendo que eu iria gostar tanto assim. Quando ele praticamente abraça a banana, beijando-a, é como se eu fosse acometida por um instinto filosófico e repensasse todo o sentido da existência humana em questão de milésimos de segundos.

O menino e a banana. Eis o significado da satisfação, do prazer e da felicidade: a realização completa de uma jovem pessoa em poucos segundos, na pureza de seus sentimentos e  na sinceridade de sua reação. 


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Silêncio

Ele me procurou no WhatsApp para saber se eu estava bem. Não respondi. Ele enfatizou em outra mensagem que só queria saber como eu estava. Mantive-me em silêncio. A primeira mensagem, li quando voltava do casamento de uma amiga (deixei o celular desligado e só religuei quando estava no carro, de madrugada). A última, quando havia acabado de levantar.
O que eu responderia? Que estava bem até ele me procurar e escrever não uma, mas duas mensagens? Que havia acabado de sair de um casamento que me trouxe à tona algumas lembranças e, depois disso, receber uma mensagem dele foi como uma bomba para acabar com minha noite? Que estou melhor, embora ainda tenha recordações que me façam chorar toda vez que relembro?
Se eu dissesse que estava mal, ele poderia fazer algo para que eu me sentisse melhor? E se eu respondesse que estava bem, ele tiraria alguma culpa que talvez persistisse em sua cabeça?

O meu silêncio foi a maneira que encontrei para poupar ambos - eu, principalmente. Se esse é um dos remédios que me ajudam a ficar bem, não quero lidar com qualquer coisa que me derrube e deixe magoada. Não preciso disso nesta altura da minha vida.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Coisas legais também fazem parte da vida

Resolvi criar este post com "coisas legais" que aconteceram recentemente, para me lembrar que por mais que de vez em quando encontre motivos para chorar e ficar triste, também tenho para me sentir bem - ou inusitada - com o que acontece.

- Peruada: Nunca imaginei sair pelo centro de São Paulo seguindo um trio elétrico ao lado de centenas de jovens fantasiados - e bêbados. Não digo "nossa, como me diverti", mas é algo que jamais imaginei que um dia fosse fazer na minha vida. OK vai... eu me diverti com as fantasias que encontrei pelo caminho.

- Comer batata frita e jogar conversa fora (ao mesmo tempo): Um bar não precisa ter cerveja ou qualquer outra bebida alcoólica para ser legal. Basta um(a) bom(oa) amigo(a) e uma porção de batatas fritas. E papos aleatórios. E mais batata frita.

- Comer Milka Oreo: Qualquer Milka está valendo, mas Milka Oreo é aquele chocolate que me leva instantaneamente ao paraíso. Eu nem preciso comer uma barra de uma vez - três tabletinhos já têm esse efeito celestial.

- Exposição: Oh, quantas exposições no meu caminho! A última que fui, no CCBB, foi surpreendente. Curiosa e criativa, mexeu bastante comigo, especialmente porque ocupei minha mente com tantos pensamentos e constatações que até parece que fui lá ontem.

- Andar no parque: Não foi em São Paulo, mas onde o ar é mais puro e o clima mais informal (adoro São Paulo, mas às vezes preciso sair dessa atmosfera). Ver uma represa com aves ao redor, encarar uma coruja à luz do dia, observar uma família de capivaras e assistir a uma mamãe joana-de-barro alimentar seus filhotinhos não acontece todo ano. Mas quando acontece, como é bom!

- Ir a um show: Desde o ano passado eu não ia a um show. Vi Zeca Baleiro em um clima super-descontraído, cantando pra caramba e acompanhado de uma ótima banda. Até pulei quando rolou o grand finale com Heavy Metal do Senhor. Impossível ficar indiferente diante de um artista como ele.

- Ver um filme argentino no cinema: Cinema argentino é uma de minhas paixões. Não que eu goste de todo filme feito na terra da Mafalda, mas quando eu gosto... nossa, gosto mesmo. Relatos Selvagens é uma dessas pequenas pérolas que aparecem de vez em quando, e você ri, reflete e sai do cinema pensando "nossa, precisava mesmo de um filme assim".

- Mensagens de amigos: E por fim, mesmo aqueles que não posso ver com frequência, mas me procuram e escrevem... essas pessoas fazem cada dia ter um momento especial, seja como eu me sinta. Eles iluminam a minha vida e me fazem pensar como tenho sorte em ter conhecido pessoas assim.

sábado, 18 de outubro de 2014

Cinco filmes no Netflix

Eu acho o Netflix sensacional para ver séries: basta acabar um episódio para dar play e continuar com o seguinte. Mas, ultimamente andei dando uma fuçada e encontrei ótimos filmes para rever - e outros que nunca tinha assistido. Estes são os que assisti nos últimos meses pelo site.

Priscilla, a Rainha do Deserto: A trilha sonora é uma das mais memoráveis do cinema, assim como o figurino e a caracterização de Guy Pearce, que interpreta a drag queen mais sexy do universo: a assanhada Felicia. Hugo Weaving e Terence Stamp estão ótimos, mas Pearce está excelente. O roteiro consegue acrescentar uma dose de emotividade sem ser piegas, o que é bastante raro em filmes com temáticas assim.

O Pequeno Nicolau: Um dos meus filmes infanto-juvenis favoritos de todos os tempos. Divertido e fofo, conta com um elenco mirim admirável. O tom de nonsense se mistura à ternura da história sobre o garoto que acredita que terá um irmãozinho, mas teme que os pais o abandonem por conta disso. Situações um tanto quanto criativas permeiam esta adorável comédia.

Nas Montanhas dos Gorilas: Típico filme que você assiste quando criança e adora, mas ao rever na idade adulta vê o quanto uma boa história pode ser desperdiçada com um enredo desnecessariamente meloso. Mas Sigourney Weaver brilha, como sempre, na pele da estudiosa de gorilas Dian Fossey, morta na década de 1980.

Locke: A premissa é tediosa - um homem dirigindo e falando ao telefone por quase 90 minutos. A diferença é que este homem é interpretado por Tom Hardy e os diálogos que trava, cada vez mais, justificam suas atitudes e sua personalidade, sem jamais torná-lo um herói. É apenas um homem comum que erra e acerta na vida. Simples e curioso.

Uma Secretária de Futuro: Embora seja formulaica, esta comédia romântica dirigida por Mike Nichols (de A Primeira Noite de um Homem e Closer) acerta por ser mais inteligente do que a média e por ter um elenco afinado - Melanie Griffith está muito bem como a secretária do título. Divertido para quem quiser reviver a nada estilosa década de 1980.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Cinco filmes no cinema


Meu gosto por cinema voltou admiravelmente ao normal. Claro que ainda tento escapar de filmes tristes para não chorar, embora tenha visto Era uma vez em Nova York, que adorei, mas... chorei. 

Começando com Magia ao luar, a mais recente empreitada cinematográfica de Woody Allen. A premissa, em si, é muito aquém dos outros filmes do diretor/roteirista. O resultado final é apenas bom, com um desfecho inacreditável e uma montagem que quebra totalmente o ritmo. Ainda assim, a trilha sonora e Colin Firth, que tem, de longe, as melhores falas, conseguem compensar a falta de originalidade. Ah, e Emma Stone também está encantadora.

Era uma vez em Nova York é um dos melhores que vi este ano. Gostei muito dos últimos dois filmes de James Gray: Os Donos da Noite e Amantes, ambos estrelados por Joaquin Phoenix. Aliás, neste épico situado na Nova York dos anos 1920, Phoenix brinda com uma excelente atuação. No entanto, é Marion Cotillard quem brilha e comove, como a imigrante polonesa recém-chegada. O dramático roteiro, inspirado nos avós de Gray, é reforçado pela fotografia, direção de arte e figurinos, além de efeitos visuais que recriam a cidade sem a artificialidade que infesta os filmes atuais.

Último filme de Alain Resnais, falecido este ano, Amar, beber e cantar adapta uma peça de teatro para o cinema, mantendo o cenário típico de palco e investindo em tomadas diferenciadas e no talento de seu elenco. Mas, ao longo do filme senti um certo cansaço, pois tem muitos diálogos e o enredo fica um pouco truncado da metade para o final. Apesar disso, vale como experiência narrativa - quem adora teatro com certeza deve gostar ainda mais do longa.

Não esperava muito de O último concerto, mas por se tratar de um filme que retrata músicos clássicos e ter Phillip Seymour Hoffman e Christopher Walken (além de Catherine Keener), pensei que talvez valesse a pena ver na telona. Eu realmente acreditei que eram os atores que tocavam os instrumentos - ainda acho que cada um deles tenha conhecimento avançado em música. As duas tramas principais são ótimas, mas seria melhor se o filme focasse apenas nelas - tem conflitos demais na trama.

Antes de assistir, eu só queria que Garota exemplar fosse melhor do que o filme anterior de David Fincher, Os homens que não amavam as mulheres. Embora seja inferior a outros longas do diretor (Seven, Clube da Luta, Zodíaco e A rede social), consegue entrar no top five do cineasta, que é um dos mais talentosos em atividade no cinema hollywoodiano. O roteiro é cativante, Rosamund Pike está fantástica e Ben Affleck constrói um personagem como poucas vezes fez em sua carreira. 
 

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O décimo muso doutor

Eu já me rendi completamente a Doctor Who, mais especificamente ao décimo doutor, interpretado por David Tennant. Eu gostei tanto do Christopher Eccleston na série que pensei que não fosse me interessar mais depois que ele saiu, mas o David Tennant... Ah, David Tennant... São tantos motivos para amá-lo...

Ele fica muito bem de terno e óculos

Eu já disse que ele fica muito
 bem de terno e óculos?


Gosta de gatos

Combina ainda mais com a Tardis
Faz a melhor cara de bobo

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Não é tabu

Há alguns meses, vi que o Netflix tinha disponibilizado várias temporadas de Sons of Anarchy. Como tinha curiosidade de conhecer a série, aproveitei para assistir. Gostei bastante, apesar de ser violenta e ter um universo extremamente masculino e, consequentemente, machista. Mas como tem personagens mulheres para quebrar isso, e os machões são os mais idiotas, dá para assistir sem ficar culpando os roteiristas - afinal, é um mundo de motoqueiros contrabandeadores de armas de fogo.
Terminei a primeira temporada e já quis começar a segunda. No entanto, o primeiro episódio desta começa com um caso de "estupro de vingança". A matriarca do Sons of Anarchy sofre a violência de uma gangue rival e, apesar de a cena ter sido cortada, o que mostra já me deixou impressionada. Ao longo dos episódios, a série explora as consequências do crime para a mulher, retratando seu trauma e seu silêncio diante do que aconteceu.
Pronto, não consegui mais assistir ao programa. Cenas de estupro e abuso, ainda que fictícias, me impressionam muito. Não é exatamente o que um filme mostra, mas o que está por trás, afinal sabemos que esse tipo de violência acontece diariamente com milhares de mulheres. E ler sobre casos reais e depoimentos me faz ter asco de assistir a cenas assim. 
Nunca sofri diretamente esse tipo de violência, embora não seja preciso para saber como é terrível. Tem um filme chamado Miss Violence, está em cartaz em São Paulo, que traz temas que a imprensa chama de "tabu": pedofilia e incesto. Eu não acho que seja tabu algo que, repito, aconteça diariamente a milhares de mulheres/crianças e seja divulgado pela mesma mídia. Eu vi apenas uma parte dele - e foi demais para odiá-lo profundamente. Não é um filme sugestivo, ele tem cenas. O desfecho apenas demonstra como um lixo de produção, disfarçada de "polêmica" e "realista", consegue ser vendida apenas por trazer um tema que poucos têm a "ousadia" de tratar. (Não vou fazer spoiler, quem assistir talvez não pense o mesmo que eu.)
Não é que eu condene produções audiovisuais por colocar em pauta a violência contra a mulher. Ultimamente, não tenho suportado ver o assunto ser tratado sem sensibilidade, pois para um homem talvez seja mais fácil assistir e aplaudir pela técnica e a ousadia, porque é algo pelo qual ele nunca irá passar - e talvez até já tenha cometido sem sequer se dar conta, uma vez que algumas atitudes são consideradas "normais". 

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Sobre o choro e o desabafo

Não choro para mostrar minha dor para todo mundo
Não desabafo para tornar públicas as minhas frustrações
Faço porque sou um ser humano evitando se tornar uma bomba-relógio

Não contenho a dor em meu peito
Tento expulsá-la de mim, ainda que cause constrangimentos
Não considero minhas mágoas maiores do que as de ninguém
Nem meus sentimentos são mais importantes 
Apenas os expresso porque são o que sinto
E o que fazem parte de mim

Não quero chamar a atenção
Não quero tornar meu caso especial
Não quero sequer chorar
Tenho apenas essa necessidade 
De falar, escrever e consentir para a lágrima partir
Ainda que queime a minha pele pelo caminho
Deixando uma marca invisível
Mas levando consigo as más lembranças
E a dor da angústia e da incerteza

domingo, 5 de outubro de 2014

Não viver do passado

Eu tenho uma constatação de que quando algo não me faz bem, eu tenho que me desligar daquilo, de preferência por completo. É mais ou menos como ser 8 ou 80: dois extremos. Foi assim no meu antigo trabalho, quando cheguei no limite de chorar num domingo à noite porque tinha que levantar na segunda e ir para aquele lugar, e percebi como estava me fazendo mal. Pouco depois, pedi demissão.
Nos meus namoros foi o mesmo: percebi que manter contato só me fazia sofrer e ter crises de ansiedade. Coloquei um ponto final e me afastei completamente. Recentemente, fiz novamente essa opção pelo meu bem. Não é que a atitude em si traga melhoras, mas as consequências dela sim. Estou em uma fase que só de ler o nome da pessoa me sinto mal. E não quero viver em função disso.
Eu o bloqueei no Facebook, que era a maneira mais fácil de ele me contatar - um vício do namoro que me irritava muito, ser procurada pelo Facebook por pura comodidade. Enquanto meu celular sempre precisava ter crédito para inclusive receber ligações dele, ele mandava mensagens pelo Facebook. 
Os amigos em comum são um problema, pois se marca um ou outro, dá para ver. O jeito foi deixar de seguir algumas dessas pessoas para evitar aquela palpitação inesperada. 

Minha ansiedade diminuiu depois disso - o remédio também está ajudando. Estou tentando me adaptar a outros hábitos, evitar pensar nas coisas ruins e, quando acontece, eu tenho um lugar para desabafar e ser compreendida (outro além do blog e da psicóloga). Busco apoio onde sei que terei. 
Eu sei que para o outro deve ser chato saber que alguém o bloqueou, mas pensei apenas em mim, para variar. É a minha dor, o meu sofrimento, as minhas memórias que quero esquecer. Se ele tem mais lembranças boas do relacionamento do que eu, que conviva com elas. Eu tenho muito o que esquecer, não sou obrigada a aceitar e me acostumar com o que ele fez e disse.
Por fim, faço isso também para não guardar rancor toda vez que a pessoa me procura ou vejo o nome dela. Não quero ser a ex insistente, que sempre procura briga. Pelo contrário: quero ser livre e pensar na minha vida daqui para frente. Afinal, já diz o ditado: "Quem vive de passado é museu".

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Reflexão sobre um sonho

Noite passada eu tive um sonho que me deixou reflexiva. Eu e determinada pessoa andávamos juntos à noite por um lugar estranho, uma estradinha. Um homem se aproximou e tentou roubá-lo. Eu reagi e tentei impedir, daí o homem tentou puxar minha bolsa. A pessoa que estava comigo não fez nada, ficou olhando. Daí o homem tirou uma arma e eu falei para corrermos. Ele correu na frente, eu fiquei um pouco para trás. O homem começou a atirar na direção dessa pessoa e eu gritei para parar. No final, o homem continuou nos perseguindo, mas parou de atirar, e eu reagia muito, enquanto a outra pessoa fazia o que eu dizia.

Claro que esse sonho reflete alguns acontecimentos do passado e como eu me sentia em relação a essa pessoa. No sonho, eu estava desprotegida, mas tomava iniciativa e me preocupava mais com o outro. Eu enxergava que ficava para trás, mas ao invés de pedir que me esperasse, eu apressava os passos para acompanhá-lo. 
Não sou psicanalista nem nada - aliás, longe disso -, mas interpretar sonhos assim não revelam tanta coisa para mim: antes, fazem-me constatar o que já percebia. O meu instinto de proteção me faz preocupar com o outro, enquanto eu acabo enfrentando algumas consequências por não ter a mesma proteção de volta. Enfim, a explicação existe quando a gente começa a se conhecer bem o suficiente e aceita enxergar as coisas com um olhar menos distante.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Uma música para a terça-feira

Ultimamente não tenho estado com a menor vontade de ouvir música. Daí hoje fiquei com esta melodia na cabeça, mas não lembrava o nome da música nem do artista que gravou a bela cover. Algumas buscas depois e finalmente a escutei. Realmente, gosto mais desta do que da original - a boa letra do Strokes ajuda bastante também.

"I'll make it you see 
I'm ever so pleased 
Pretend to be nice
So I can be mean"

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Amarras

Com o corpo levemente dormente, acordei no escuro e percebi que não conseguia me mover. Havia algo envolto em meu corpo que me impedia de mexer braços e pernas. Logo notei que meu pescoço também tinha algo que reduzia seus movimentos. Minhas mãos começaram a tatear e sentiram finas camadas que pareciam ser fios de seda úmidos.
Na tentativa de me desvencilhar, comecei a fazer rasgos nos fios, até me dar conta de que estava em uma espécie de casulo que deixava apenas minha cabeça para fora. Seria uma metamorfose e estaria eu me transformando em algo? Porém, não percebi nenhuma mudança em meu corpo.
Quando me senti aliviada por não estar me tornando um inseto, ouvi algo se mover. Patas ligeiras aproximavam-se de mim, seguidas por um ruído que não consegui identificar. Conforme minha visão se habituava ao ambiente escuro, consegui entrever uma sombra. O grito internalizado expressou meu horror ao enxergar aquela monstruosidade em posição de ataque. Sem consegui me mexer, fechei os olhos. Ao abri-los, segundos depois, a criatura havia desaparecido, e meu corpo estava livre de quaisquer amarras. 
Era um pesadelo.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Mais um dia

Ainda estou me habituando ao medicamento e tentando fazer meus dias/minha vida render. Vez ou outra, baixa aquela tristeza... da última, não tive a menor culpa: ele me mandou mensagem e, logo depois que li, fiquei muito mal. Não era nada demais, apenas queria saber como eu estava, mas foi o suficiente para me derrubar e fazer chorar.
Eu ainda estou na fase da recuperação e do autoconhecimento. Não posso pensar muito numa coisa, senão eu me acabo. Não quero fantasiar o futuro e evito fazer planos para não me decepcionar. Acabo esperando apenas a Terra girar e trazer um dia após o outro.
Ultimamente, tenho estado muito sensível também quanto a sons/barulhos. Não suporto ouvir música, parece que dá um eco na minha cabeça e bate uma dor. Barulho, então, nem se fala. O silêncio me traz paz interior. 
Para me distrair, "descobri" outra série: Doctor Who. Acho bem boba e até mal feita, mas eu me divirto bastante. É uma das melhores coisas que encontrei para distrair a cabeça. As histórias são absurdas, tem umas coisas sem pé nem cabeça, mas os protagonistas são muito carismáticos. Eu fico até torcendo por eles quando rola uma trama mais tensa. 
Ano passado, quando passei por um período conturbado, eu me apoiei em The Office (a série americana) e fiz longas maratonas para suportar o desânimo. Agora recorro a um programa de sci-fi/fantasia para tentar me animar. Quem diria.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Tentando a volta

Evitei escrever aqui nos últimos dias para dar um tempo à minha cabeça, tentar desviar os pensamentos e procurar outras coisas para me ocupar. Ajudou um pouco, mas ainda sinto a necessidade de escrever neste espaço.
Nesta semana, consultei com um especialista e comecei o tratamento. Um dos medicamentos tem efeitos mais fortes, porém nada comparado ao que tentei tomar ano passado. Início de tratamento é sempre difícil, o organismo está se adaptando e a gente parece querer resultados ultra-rápidos. Acho que por isso a ansiedade parece dobrar.
Sinto-me cada dia mais introspectiva, embora dedique tempo ao lazer e passatempos. Busco sair nos finais de semana, ir ao cinema, ao bar, conversar, dar umas voltas... andar faz bem - seja a pé ou mesmo de ônibus.
Hoje pensei no quanto ainda estou confusa. Quando tentava manter contato com ele, eu sentia que estava me torturando, por gostar e fingir que conseguiria lidar com tudo. Agora que não tenho mais contato, continuo me torturando, por querer conversar e me forçar a manter distância. Ainda não sei qual atitude é a pior, mas ambas me fazem sofrer.
Quando penso nele, procuro lembrar também tudo o que me incomodava e, de certa forma, me fez tomar a decisão final. Porém, no fim acabo me culpando por certas escolhas que eu mesma fiz - o que me faz mais mal. É tão complexo que se eu escrevesse um livro, não faria o menor sentido. O fato de eu saber de algumas coisas que, com o tempo, agravaram-se na minha mente, também não ajuda em nada. 
Só digo isso: não há um motivo ou uma verdade, mas vários fatos que orbitam ao redor de um mesmo eixo. E não suporto quando tentam diminuir o que sinto com frases prontas e até estereótipos como "a gente não pode idealizar uma pessoa ou querer mudá-la". Se soubessem metade do que aconteceu, jamais perderiam o tempo com "conselhos" do tipo. 

sábado, 13 de setembro de 2014

Dia sim

Tristeza

Dia sim
Dia não
Dia sim
Dia não
Dia sim
Dia não
Dia não
Dia sim
Dia sim
Dia não
Dia sim
Dia sim
Dia sim
Dia sim
Dia sim
Dia sim
Dia sim
Dia sim

Fim

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

O dia que insiste

Eu queria poder extrair lembranças e não sonhar durante o sono. A aproximação do dia 14 de setembro só me deixa pior. Foi nesse dia, no ano passado, que a gente se reencontrou depois de mais de um mês sem se falar. A última briga antes desse reencontro havia sido por telefone, no começo de agosto (relatada aqui). Pensei que nunca mais fosse vê-lo nem falar com ele - eu não iria procurá-lo, assim como não esperava que ele fosse me procurar. E, assim, passei semanas acostumada com a ideia de que o "nunca mais" era inevitável.
No início de setembro, ele enviou um email que me fez chorar assim que li. Eu simplesmente não esperava um pedido de desculpas dele. Acho que foram as palavras mais gentis que ele já me disse. Sem saber como agir, eu propus que a gente se encontrasse para conversar sobre aquilo pessoalmente. Queria apenas falar e ouvi-lo. Quando a gente se reencontrou, em um shopping, meu coração palpitava (relato feito aqui). 
Retomamos o relacionamento. Foi inesperado, eu não tinha planos para isso. O que queria era sentir se conseguiria manter a amizade com ele ou não. Ao relembrar esse dia, eu choro até hoje. Muito do que a gente almeja e planeja não dá certo, mas situações sem script muitas vezes apenas acontecem.
Por isso, eu quero tirá-lo da cabeça e continuar seguindo em frente. Não quero olhar para trás e esmiuçar o passado - embora meu blog seja minha maior armadilha, com muitos sentimentos e histórias registrados. Optei por cortar o contato com ele para me proteger. Por mais que eu saiba que o que vier a existir seria apenas amizade, essa história persiste na minha cabeça. Eu me apego às pessoas e isso me faz mal. Se passo um tempo vendo alguém de uma maneira (o namorado), dificilmente verei de outra (o amigo).
Por esses motivos, choro e sofro mais um pouco. É difícil superar. É difícil deitar-se, levantar-se, relembrar e querer esquecer o que também teve de bom. Eu gostava de pensar que fazia parte da família dele, mas o afastamento acaba sendo geral - mesmo que eu não desejasse isso. Só espero que essa dor que eu sinto passe logo e me deixe viver sem sofrimento.