sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Relembrando Wellington

Não, não se trata de um cara que conheci em algum momento de minha existência. Wellington é uma das cidades por onde passei na minha última - e melhor - viagem. Ultimamente tenho relembrado constantemente os quatro dias que passei lá. Embora eu quisesse ter aproveitado melhor minha estadia, surpreendentemente é o lugar para o qual quero voltar. Talvez justamente por isso: a capital neozelandesa me encantou tanto em tão poucos dias que eu quero voltar e passar mais tempo lá. Com tantos destinos que ainda quero conhecer, sinto que preciso voltar para lá e ter uma experiência mais duradoura.
Estive pensando em passar alguns meses na cidade, tentar descolar um visto de trabalho - isso se a burocracia não for entediante -, afinal não vou conseguir me bancar só com o que der para juntar aqui. Talvez eu esteja sonhando alto demais; pode ser uma fase de desânimo que me faz querer algo novo, ainda que seja familiar. Há muito tempo sei que nasci no país errado. Ainda que a cidade onde vivo pareça ser a única na qual consiga "sobreviver", este não é meu espaço.

Relembrando...
- Conheci um casal de colombianos que vive em Wellington há poucos anos. Eles falaram muito bem do lugar e mostraram umas partes da cidade. Na hora fiquei pensando em como deve ser um estrangeiro morando lá.
- Pessoas educadas (em todos os sentidos), ruas limpas, consciência ambiental. Ah, ar e água limpos também.
- Te Papa Tongarewa: um museu lindo e gratuito, no qual passei um dia inteirinho passeando.
- Clima de cidade pequena, estrutura de cidade superdesenvolvida: aproximadamente 390 mil habitantes numa cidade com estação de trem, aeroporto e porto marítimo. É fácil ir tanto ao norte (Auckland) quanto ao sul (Christchurch).
- Cultura por todos os lados: Wellywood (destaque para o estúdio Weta, de Peter Jackson), cinemas, teatros, shows, festivais, galerias de arte, museus, exposições, companhia de balé, orquestra sinfônica...
- Muitos bares, restaurantes e cafés. Sem contar as lojas dos mais variados ramos.
- Vento, muuuito vento. Aliás, é conhecida como a Cidade dos Ventos Ponto negativo? Bom, pelo menos o fenômeno natural ajuda na produção de energia eólica.
- Tem umas subidas poderosas, capazes de tonificar o mais flácido dos músculos. Geograficamente falando, é um Rio de Janeiro mais melancólico e planejado.
- O subúrbio é muito bonito, com suas casas de arquitetura diferenciada nas encostas dos morros.
- Já falei das pessoas? Além de educadas, são pacientes.
- É a capital, portanto a sede do parlamento considerado o menos corrupto do mundo (dizem até que a corrupção é nula).
- Terra natal do Flight of the Conchords (eu não iria deixar passar essa).

Adendo: Assim que cheguei à Nova Zelândia, me perdi no Aeroporto Internacional de Auckland, onde fiz escala antes de seguir para Christchurch. Quem me ajudou a chegar ao terminal doméstico? Um senhor de Wellington, que me acompanhou e levou minha bagagem no carrinho dele. De ascendência asiática, ele trabalhava para o governo neozelandês - me entregou um cartão com telefone e e-mail caso eu precisasse de algo. Pois é, altas histórias do país dos kiwis que relembrarei aos poucos por aqui.

Mar, nuvens e muito vento. Créd.: Lucie Ferreira


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